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FMI adverte que saída da UE teria consequências negativas para Reino Unido

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que uma eventual decisão para o Reino Unido sair da União Europeia pode ter efeitos negativos e substanciais para a economia do país. A advertência é a mais recente sobre os custos potenciais antes da votação popular sobre o tema no país em junho.

O FMI afirmou, na conclusão de uma revisão regular sobre a economia do Reino Unido, que um voto a favor da saída da UE em 23 de junho poderia "precipitar um período prolongado de grande incerteza, levando volatilidade ao mercado financeiro e um choque à produção". O Fundo disse que os custos poderiam ser substanciais, ao citar pesquisas segundo as quais a economia poderia ficar entre 1% e 9% menor no longo prazo, caso o país deixasse o bloco.

Já os partidários da saída da UE acreditam que a economia do Reino Unido receberia um impulso e que qualquer problema no curto prazo seria gerenciável e rapidamente superável.

O Fundo disse também que o status de Londres como centro financeiro global poderia ser erodido, diante de uma eventual saída da UE. Com isso, o país perderia os chamados direitos segundo os quais os profissionais podem trabalhar em qualquer país da UE sem precisar de autorizações em separado de qualquer uma das 28 nações do bloco. Essas autorizações são cruciais para o país, porque boa parte de sua economia é baseada em serviços, particularmente em relação a postos do setor de finanças, como contabilidade, serviços bancários e consultoria tributária.

Caso decida sair, o Reino Unido terá de negociar os termos disso e sua nova relação com a UE, um processo que deve levar tempo. O FMI lembrou que a UE mantém acordos comerciais com 60 países de fora do bloco e há negociações com outras 67 nações. Fontes: Dow Jones Newswires e Associated Press.