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FMI pressiona China por mais dados sobre operações cambiais do país

O Fundo Monetário Internacional (FMI) pressiona a China a divulgar mais dados sobre suas operações cambiais, de acordo com os padrões que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) se comprometeu a seguir, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. A notícia vem a público no momento em que autoridades chinesas se voltam para maneiras mais discretas de apoiar o yuan.

Nos últimos meses, o PBoC tem se voltado mais para o mercado de derivativos para ajudar a impulsionar a moeda - uma mudança na abordagem tradicional de usar suas reservas de dólar para comprar yuan.

A estratégia envolve o banco central instruindo bancos estatais a comprar dólares, que eles subsequentemente vendem. O PBoC então realiza contratos a termo (forward) com os bancos, o que significa que ele colocará essas operações em seu próprio balanço em um momento futuro.

A nova tática tem várias vantagens para o banco central: ela permite que a instituição queime suas reservas mais lentamente e tira menos yuan do sistema financeiro em um momento de desaceleração econômica. Também deixa menos evidentes as intervenções.

Operadores e investidores do setor de câmbio, porém, reclamam que a estratégia dificulta ainda mais descobrir as intenções de Pequim para o yuan. Agora, o FMI pede que o PBoC divulgue mais dados sobre os contratos a termo que possui, que se tornaram o principal instrumento financeiro usado pelo PBoC para intervenção cambial nos últimos meses, segundo as fontes.

A medida manteria a China em linha com seu compromisso de outubro de aderir aos padrões especiais de disseminação de dados do FMI, como parte de seu esforço de dar ao yuan o status de moeda de reserva. A divulgação dos números deixaria mais claro o tamanho do poder de fogo chinês para defender o yuan.

Um porta-voz do FMI não quis comentar. Funcionários do setor de imprensa do PBoC tampouco responderam aos pedidos de comentário.

O yuan recuou nesta segunda-feira, após uma orientação do PBoC para baixo na moeda. O presidente do PBoC, Zhou Xiaochuan, disse no domingo que a China busca um "fluxo gerenciado" do yuan, sugerindo que o banco central continuará a intervir nos mercados de câmbio. Alguns analistas, porém, pedem mais transparência sobre as informações da China. O economista Chi Lo, do BNP Paribas Investment Partners, afirmou que o país precisa tornar seus dados mais acessíveis ao público. Fonte: Dow Jones Newswires.