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Fruticultura é oportunidade de renda para agricultores de Santa Ana em Capanema

Fruticultura é oportunidade de renda para agricultores

As entidades WWF-Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a Biolabore Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná oportunizam práticas de produção da agricultura familiar para 15 produtores da comunidade de Santa Ana, em Capanema. Uma comunidade as margens do Rio Iguaçu e próximo ao Parque Nacional de Iguaçu. 

O trabalho de pesquisa entre a WWF e Tamoios com ligação direta no projeto Mata Atlântica detectaram oportunidades de desenvolvimento de atividades em torno do Parque, conhecida como área de amortecimento, com o objetivo de criar oportunidades de diminuir os impactos ambientais pensando na produção de alimentos orgânicos e fomento a agricultura familiar. 

A partir do diagnóstico as entidades buscaram a Biolabore para a execução das atividades de campo, assessoria técnica, organização dos agricultores e capacitação. Foram realizados workshops e após pesquisas foi detectado o potencial na produção de fruticultura.

Dentre os trabalhos realizados pela Biolabore esteve a organização de reuniões, aproximando os agricultores, fomentando a reativação das atividades de fruticultura. Todo o trabalho resultou na retomada da Associação Santa Ana com 15 sócios de forma inicial. 

Um plano de negócios foi montado a partir das necessidades dos produtores em parceria com a Tamoios e aplicado. A partir de agora uma visita será feita em cada propriedade para orientação quanto à continuidade do cultivo.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Biolabore, Daniel Mol, os trabalhos de orientação técnica e introdução das culturas é repassado aos produtores que terão como carro chefe a fruticultura principalmente o abacaxi e o maracujá. 

“O principal objetivo é fomentar o trabalho no campo, gerar renda para essas famílias e ampliar a iniciativa da fruticultura. No momento os produtores estão em fase de aquisição das mudas e inicio do plantio”, conta o engenheiro agrônomo.

Na última semana, uma comissão de lideranças das entidades parceiras ao projeto e representantes do Parque Nacional de Iguaçu visitaram a propriedade de Mauro da Costa em Santa Ana com o objetivo de avaliar o projeto para que possam dar continuidade as ações na produção de fruticultura e também do turismo rural.

Para a coordenadora do programa Mata Atlântica e Marinha do WWF, Anna Carolina Lobo, é uma grande satisfação e motivação ver a animação e a vontade dos produtores envolvidos no projeto. 

“Queremos atingir nosso objetivo de envolver esses produtores nos cuidados com o meio ambiente e o que é mais importante, gerando renda a família, envolvendo seus filhos, nas atividades, fixando o homem no campo. Ressaltamos a importância dos produtores para o Parque Nacional que é só por meio da cooperação que conseguimos garantir o desenvolvimento e conservação, caminhando juntos numa perspectiva de planejamento de território e conservação da paisagem”, reforça.

O agricultor, Mauro da Costa, está preparando o plantio e toda a assessoria técnica prestada pela Biolabore tem sido fundamental para trazer mais confiança nos resultados. A expectativa é que dê uma safra recorde. “Esse trabalho tem sido bom para todos nós agricultores. 

Queremos se manter na lavoura, produzindo algo de qualidade. A ideia é iniciar com a fruticultura, mas queremos ampliar para o agro turismo e estamos buscando informações para isso”, conta Mauro Costa.

Jovens na agricultura 

A Associação Santa Ana estava desativada desde 2003 e agora voltou a trabalhar com as 15 famílias na produção de fruticultura. O presidente da entidade, Marcos Henn, afirma que foi importante esse incentivo dado pela Biolabore e seus parceiros, pois haviam abandonado a produção há muitos anos. 

“Voltamos com muita força e nosso objetivo é manter nossa família na área rural, principalmente nossos filhos para que deem continuidade ao que construímos”, conta.

O grupo de produtores tem a participação e envolvimento direto de jovens como é o caso do filho de agricultor, Lucas Schlindwein, tesoureiro da associação. Ele afirma que uma das dificuldades era a comercialização dos produtos e com as instruções e informações foi possível ver as oportunidades de mercado existentes. 

“Iremos produzir o abacaxi, maracujá, além de outras frutas como mamão, citrus, amora preta, melão, acerola e goiaba” reforça o jovem produtor.

As propriedades na comunidade de Santa Ana em Capanema estão em fase de implantação, ou seja, iniciando o plantio das sementes. Serão 9.500 pés de maracujá, 5.500 mudas de mamão, 40 mil pés de abacaxi e 5515 pés de acerola. 

 “Esse projeto uniu a comunidade novamente e estamos todos com a família para que alcançarmos um ótimo resultado. Todos estão trabalhando para o sucesso”, finaliza Schlindwein.

Comércio

O levantamento prévio realizado identificou o que foi nominado como oportunidades, que são atividades piloto com objetivo de fomentar ações junto aos atores locais. Entre os municípios trabalhados esteve Capanema localizado na região sul do Parque, Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu, municípios em que está localizado o corredor Santa Maria que liga os fragmentos de mata do Parque Nacional de Iguaçu e Foz do Iguaçu, onde está localizada a Cooperativa da Agricultura Familiar e Solidária do Oeste do Paraná (Coafaso) composta principalmente por pequenos agricultores presentes na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), através da Coafaso por intermédio do projeto, foi firmado um termo de cooperação junto ao Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindihoteis) para fornecer à sua rede, produtos orgânicos ou com baixo resíduo de pesticidas.

Daniel Mol conta que essa será uma das principais oportunidades de comercialização que os produtores terão, além do comércio nas cidades e feiras. 

“Alguns contatos foram feitos, mas ainda estão na fase de adequação da nova demanda. Essa é uma grande oportunidade para que eles possam ter renda e manter suas propriedades, e acima de tudo com produtos saudáveis e de qualidade, dessa forma todos são beneficiados, agricultor, consumidor e o ambiente”, finaliza.

Biolabore 

A Biolabore, Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná está localizada no Centro Avançado de Pesquisas (CAP) de Santa Helena na Rodovia 497, Linha Novo Paraíso, Santa Helena/ PR.

 Atualmente possuí 68 cooperados um grupo multidisciplinar de engenheiros agrônomos, agrícolas e ambientais, zootecnistas, médico veterinário, biólogos, filósofo, teólogo, administradores, turismólogo, geógrafo, sociólogo e técnicos agropecuários e agrícolas, engenheira química, engenheiro ambiental, economista, e advogado com formações de nível técnico, superior, pós-graduados, mestres e doutores. 

Tem como missão fornecer serviços técnicos especializados e produtos para o desenvolvimento sustentável e uma visão de ser referência na elaboração e atuação em projetos sustentáveis no Brasil. Atualmente são mais de 1800 agricultores assistidos em 54 municípios.

Colaboração: Assessoria de imprensa