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Funcionários aguardam pagamentos atrasados

Com 19 anos no frigorífico de aves, o gerente comercial Lauri Ortigara, de 49 anos, aposta na recuperação da Dip Frangos e no pagamento de débitos atrasados, que somam cerca de R$ 110 mil. "Hoje, o pagamento dos salários está em dia", diz. Ele conta que só não passou por sufoco maior durante o período em que a empresa atrasava os salários porque tem outro rendimento. "A gente dava um jeito de empurrar o vencimento das contas no final do mês e ia ajeitando o orçamento para não sofrer tanto."

Ortigara ainda não tem planos sobre o que fará quando receber o dinheiro da massa falida. "Penso que será uma poupança para a aposentadoria." Ele torce para que o frigorífico continue gerando emprego e renda para a região.

Rosemeri Berté, de 30 anos, é outra funcionária que aguarda o desfecho em relação aos débitos pendentes com a massa falida. Ela é auxiliar de produção desde 2012 e tem R$ 4,2 mil a receber. "É um dinheiro que viria em boa hora para ajudar no orçamento em casa", diz. Segundo ela, o período da gestão do deputado Alfredo Kaefer foram tempos difíceis. "A gente não recebia o salário em dia. Consegui me segurar graças à ajuda do meu marido. A gente pagava uma parte das contas e a outra, negociava."

O marido trabalha como motorista de ônibus escolar e o casal tem uma filha, Kemely, de 6 anos. Além do pagamento do salário e da distribuição da cesta básica em dia, Rosemeri vê mudanças no ambiente de trabalho. "Antes a gente ficava apreensiva se o frigorífico ia fechar as portas ou não. Agora temos mais esperança. Até a comida no refeitório ficou mais saborosa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.