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Funcionários da Dedini em Piracicaba entram em greve; sindicato pode ir à Justiça

Os quase 1.100 funcionários da Dedini Indústrias de Base, em Piracicaba (SP), entraram em estado de greve nesta semana, agravando a situação da companhia que, na segunda-feira, realiza assembleia de credores para deliberar o plano de recuperação judicial. Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Eduardo Luiz Gozzer, a entidade pode ir à Justiça caso a empresa não pague, até o dia 20, a Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) defendida pela classe trabalhadora. "Até agora não se chegou a um acordo", disse.

O Sindicato reivindica um PLR ajustado a 9,5% sobre o PLR de 2015, o que daria R$ 3.750. A Dedini, porém, oferece R$ 3.000, afirmou Gozzer. De acordo com o diretor, o PLR é o "carro-chefe" das reivindicações, que incluem pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em atraso e regularização de férias vencidas sem concessão de descanso.

Em nota, a Dedini informou que, diante das dificuldades financeiras, "apresentou aos trabalhadores uma proposta que pode honrar neste momento".

A Dedini já foi a maior fabricante de equipamentos para usinas de cana-de-açúcar e enfrenta dificuldades desde que o setor sucroenergético também entrou em crise, logo após 2008.

Neste ano, entrou com pedido de recuperação judicial e, no episódio mais recente, demitiu 100 trabalhadores da unidade de Sertãozinho (SP), que encerrou as atividades e agora está em "hibernação".

A proposta básica do plano de recuperação judicial da companhia é pagar integralmente, já no primeiro ano, os créditos trabalhistas, de R$ 36,56 milhões. Também no primeiro ano, e com valor integral, seriam pagas as rescisões trabalhistas extraconcursais, estimadas em cerca de R$ 20 milhões.