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Gol reverte prejuízo e registra lucro de R$ 757,1 milhões no 1º trimestre

A Gol registrou lucro líquido de R$ 757,1 milhões no primeiro trimestre de 2016, revertendo o prejuízo líquido de R$ 672,7 milhões apurado no mesmo intervalo de 2015.

No relatório de resultados, a Gol explica que o resultado é reflexo da variação cambial sobre os passivos financeiros em dólar devido à valorização do real em 31 de março versus 31 de dezembro de 2015, além dos ganhos não recorrentes referentes ao retorno de aeronaves em arrendamento financeiro e a transações de sale-leaseback.

O Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação e custos de reestruturação) fechou o trimestre em R$ 875,8 milhões, alta de 86,8% em relação aos R$ 468,9 milhões do mesmo período de 2015. A margem Ebitdar ficou em 32,3% ante 18,7% há um ano. Já o Ebitdar ajustado, que exclui o ganho não recorrente com o retorno antecipado de aeronaves em arrendamento financeiro e com operações de sale-leaseback, somou R$ 663,2 milhões entre janeiro e março de 2016, alta de 43,9% na base anual - a margem Ebitdar ajustada passou de 18,4% para 24,4%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da GOL no primeiro trimestre ano somou R$ 551,9 milhões, alta de 117,1% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda ficou em 20,3% ante 10,1% no mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda ajustado totalizou R$ 339,4 milhões, avanço de 37,8% em um ano.

A margem Ebitda ajustada passou de 9,8% nos primeiros três meses de 2015 para 12,5% no primeiro trimestre de 2016. A margem líquida ficou em 27,9% nos primeiros três meses deste ano, ante margem líquida negativa de 26,9% há um ano.

A receita operacional líquida da companhia aérea ficou em R$ 2,713 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 8,3% ante os R$ 2,505 bilhões do mesmo intervalo de 2015. O resultado financeiro líquido no trimestre ficou positivo em R$ 386,2 milhões - nos primeiros três meses de 2015, o resultado financeiro foi negativo em R$ 866,6 milhões.

Ebit

O resultado operacional (Ebit) da Gol no primeiro trimestre de 2016 totalizou R$ 437,2 milhões, uma alta de 184,2% em relação aos R$ 153,8 milhões contabilizados no mesmo período de 2015. A margem Ebit ficou em 16,1% nos primeiros três desse ano, ante margem de 6,1% há um ano.

Já o resultado operacional ajustado, que exclui o ganho não recorrente com o retorno antecipado de aeronaves em arrendamento financeiro e com operações de sale-leaseback, somou R$ 224,6 milhões entre janeiro e março de 2016, alta de 54% na comparação anual. A margem Ebit ajustada no trimestre ficou em 8,3%, alta de 2,5 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os custos e despesas operacionais da Gol no primeiro trimestre desse ano totalizaram R$ 2,272 bilhões, uma queda de 3,3% em relação aos R$ 2,350 bilhões registrados entre janeiro e março do ano passado. Excluindo a linha de combustível, as despesas totalizaram R$ 1,515 bilhão no trimestre, queda de 3,1% na base anual.

A despesa por ASK (CASK, ou custo operacional por assento disponível por quilômetro) foi de 18,53 centavos de real no primeiro trimestre de 2016, uma alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2015. O CASK excluindo despesas com combustível (CASK ex-combustível) nos primeiros três meses desse ano foi de 12,36 centavos de real, alta de 3% na base anual.

O CASK ajustado, por sua vez, foi de 20,26 centavos de real entre janeiro e março desse ano, avanço de 12% ante os primeiros três meses do ano passado. Já o CASK ex-combustível ajustado somou 14,09 centavos de real, alta de 16,9% em um ano.

Yield e PRASK

O yield líquido, isto é, o valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro, ficou em 25,68 centavos de real no primeiro trimestre desse ano, uma alta de 17,3% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,2% ante o quarto trimestre de 2015.

Já o PRASK líquido, ou seja, a receita de passageiros dividida pelo total de assentos-quilômetro disponíveis, ficou em 19,89 centavos de real, alta de 16,4% na base anual e de 7% na base trimestral.

Receita

A receita operacional líquida totalizou R$ 2,713 bilhões nos primeiros três meses de 2016, alta de 8,3% ante o mesmo intervalo de 2015. Deste total, R$ 2,439 bilhões foram obtidos com transporte de passageiros, cifra 9,5% maior na base anual, enquanto outros R$ 274,2 milhões foram obtidos com transporte de cargas e outros, número 1,3% menor em relação ao primeiro trimestre de 2015.

Alavancagem

A alavancagem da Gol, medida pela relação entre dívida bruta ajustada e Ebitdar (lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação, amortização e custos com leasing de aeronaves) nos últimos 12 meses, atingiu o nível de 9,4 vezes no primeiro trimestre de 2016, abaixo do patamar registrado no término do quarto trimestre de 2015, quando a alavancagem era de 12,7 vezes. Segundo a companhia, o indicador foi impactado pela apreciação do real frente ao dólar no período.

Ao final de março, a Gol registrava um total de empréstimos e financiamentos de R$ 7,867 bilhões, o que representa uma queda de 15,5% ante o quarto trimestre de 2015. Desse montante, R$ 836,7 milhões são dívidas de curto prazo e R$ 7,031 bilhões possuem vencimento no longo prazo. A Gol ainda informa que 85,8% da dívida bruta estava denominada em moeda estrangeira no fim do trimestre.

Já a dívida bruta ajustada, que considera a dívida somada às despesas de leasings operacionais dos últimos 12 meses multiplicadas por 7, chegou a R$ 16,332 bilhões em março, cifra 4% inferior à de dezembro do ano passado.

A dívida líquida, por sua vez, somava R$ 6,052 bilhões no fim do primeiro trimestre desse ano, montante 13,6% menor do que o verificado no fim de 2015. A dívida líquida ajustada atingiu R$ 14,517 bilhões, retração de 1,3% ante o fim do último trimestre de 2015.

A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida ajustada e Ebitdar nos últimos doze meses chegou a 8,3 vezes no fim do primeiro trimestre desse ano - no quarto trimestre do ano passado, a relação era de 11 vezes.

O prazo médio de vencimento da dívida de longo prazo da companhia, excluindo os arrendamentos financeiros de aeronaves e dívida sem vencimento, era de 3,9 anos ao fim do primeiro trimestre desse ano, comparado a 4 anos no quarto trimestre de 2015.

Ao fim de março, o caixa total da empresa, incluindo aplicações financeiras e caixa restrito, totalizava R$ 1,815 bilhão, retração de 21,1% em relação aos R$ 2,3 bilhões contabilizados ao fim de dezembro - a posição de caixa representa 18,2% da receita líquida dos últimos doze meses da Gol.