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Governador do Rio recebe diagnóstico de câncer

Diagnosticado com linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer considerado agressivo, mas com boa chance de cura, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que completa 61 anos na terça-feira, começa hoje tratamento de quimioterapia previsto para os próximos seis meses. Pezão participou ontem da entrevista coletiva em que o diagnóstico foi anunciado e informou que deverá tirar uma licença de 30 dias. Nesse período, assumirá o vice-governador, o ex-senador Francisco Dornelles (PP), de 81 anos. A licença terá início na segunda-feira.

Segundo o médico Daniel Tabak, oncologista que desde a semana passada atende o governador, Pezão tem linfoma não-Hodgkin tipo T, um tumor no sistema linfático que, no caso dele, atingiu os ossos. Foram constatadas "erosões" nas vértebras torácicas 8 e 9. A biópsia de uma amostra de um desses ossos confirma o diagnóstico.

Em 2009, a presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, teve linfoma não-Hodgkin do tipo B. No caso dela, a doença atingiu gânglios, não ossos.

Na tarde de ontem, Pezão submeteu-se a uma cirurgia simples, com anestesia local, para colocação de um cateter sob a pele, na altura da clavícula, o que facilitará o acesso das drogas quimioterápicas às veias profundas. A partir de hoje, Pezão se submeterá a ciclos de tratamento de 21 dias: três dias consecutivos de quimioterapia, com 18 de intervalo. Segundo Tabak, dependendo da resposta do governador aos medicamentos, serão necessários de seis a oito ciclos.

"Dias difíceis". Pezão disse ter passado "dias muito difíceis" antes do diagnóstico definitivo. O governador está internado no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, zona sul, desde o dia 12. Apenas na manhã de ontem os médicos receberam todos os resultados do exame patológico. Os principais sintomas da doença foram febre e suor noturno.

"Graças a Deus os médicos descobriram (o tipo de doença). Vou encarar com muita determinação e firmeza. Deus dá para a gente o fardo que a gente pode carregar", declarou o governador durante a entrevista, ao lado da mulher, Maria Lúcia, de Tabak e de seu médico particular, o cardiologista Cláudio Domenico.

Segundo Tabak, 70% dos pacientes com o mesmo tipo de câncer de Pezão que se submetem ao tratamento quimioterápico ficam curados. "Mas os números podem ser até melhores."

Segundo Tabak, se responder bem aos primeiros dias de quimioterapia, Pezão poderá ter alta do hospital na segunda-feira ou terça-feira da semana que vem.