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Grécia e credores divergem sobre mudanças de leis para liberação de mais ajuda

A Grécia discute com seus credores internacionais sobre algumas medidas pequenas, mas politicamente delicadas, que os credores desejam ver implementadas antes da liberação de 5,7 bilhões de euros (US$ 8,4 bilhões) em fundos para o país. No domingo, uma teleconferência entre autoridades gregas e representantes dos bancos do país não chegou a um consenso sobre se e como Atenas deveria emendar legislação recente para cumprir com as condições do programa de ajuda.

Os credores, representados pela Comissão Europeia, por outras instituições da zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmam que a Grécia precisa fazer mudanças específicas em leis recentes, em áreas que incluem a regulação bancária, benefícios para aposentados e privatizações. Mas o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, enviou uma carta à comissão, ao FMI e ao Banco Central Europeu (BCE), na qual disse que seu governo não pode cumprir todas as demandas dos credores, segundo autoridades gregas, que citam obstáculos políticos.

A Grécia precisa receber a ajuda até meados de julho, no máximo, quando terá de realizar vários pagamentos grandes, entre eles bônus mantidos pelo BCE. Considerando-se a quantidade de legislação já aprovada, é improvável que o acordo seja impedido por causa das questões ainda pendentes. O governo, porém, desejava fechar um acordo com os credores nesta quarta-feira, quando o conselho do BCE deve se reunir.

Atenas quer que o BCE novamente aceite bônus do governo grego como colateral quando ele empresta dinheiro aos bancos - uma medida que impulsionaria o acesso dos bancos gregos a liquidez e, indiretamente, beneficiaria a economia grega. Mas o BCE não deve dar esse passo até que as disputas restantes sobre o programa grego sejam resolvidas.

Os emprestadores querem que a Grécia libere a venda pelos bancos de empréstimos inadimplentes garantidos pelo Estado. Atenas deseja temporariamente excluir essa categoria de uma venda mais ampla de empréstimos inadimplentes dos bancos. Os credores também divergem sobre um benefício especial para pensionistas de baixa renda, que a Grécia havia prometido cortar. O premiê Alexis Tsipras disse na semana passada no Parlamento que não pedirá aos pensionistas que devolvam os benefícios já pagos neste ano, mas os credores querem isso. Também desejam mudanças em uma nova lei que estabelece um fundo de investimento e privatização estatal, a fim de garantir mais proteção legal contra eventuais processos nesses negócios.

Outro ponto de discussão é uma medida para congelar a promoção e os aumentos de alguns funcionários públicos, entre eles soldados, policiais, juízes e diplomatas. O congelamento foi fechado anteriormente, mas tem sido contestado por parte da coalizão governista. Fonte: Dow Jones Newswires.