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Ibovespa encerra em alta pela 6ª sessão consecutiva

Pelo sexto pregão consecutivo, a Bovespa fechou os negócios nesta segunda-feira, 7, em alta. A valorização foi de 0,33%, fazendo o Ibovespa marcar 49.246,10 pontos. Apesar do resultado no fim do dia, o encerramento do pregão não foi óbvio. Ao longo da manhã e também da tarde, o Ibovespa ora subia, ora caía. A instabilidade fez o Ibovespa marcar 48.746 pontos na mínima, em queda de 0,69%, e 49.639 pontos na máxima, em alta de 1,13%.

A pressão positiva veio da Vale e do setor siderúrgico. A mineradora reagiu à valorização do minério de ferro no mercado internacional (19,5% no mercado à vista chinês). Com isso, a ON da Vale encerrou a segunda-feira em alta de 6,22%. Juntamente à Vale, as ações da Bradespar (grande acionista da mineradora) e das siderúrgicas CSN, Usiminas, Gerdau e Gerdau Metalúrgica figuraram no ranking das maiores altas do Ibovespa em boa parte do dia.

Gerando pressão negativa, as ações de grandes bancos viveram um dia de correção para baixo. Segundo o analista da Guide Investimentos, Rafael Ohmachi, investidores perceberam uma oportunidade de realizar lucros. A PN do Bradesco, por exemplo, encerrou em queda de 2,82%.

Já as ações PN e ON da Petrobras tiveram comportamentos divergentes ao longo do dia. Apesar disso, a influência do petróleo foi uma só: positiva. Na ICE, em Londres, o petróleo Brent para maio fechou em alta de 5,47% aos US$ 40,84 por barril. Na Nymex, em Nova York, o contrato do WTI para abril fechou em alta de 5,51, a US$ 37,90 por barril.

Na avaliação de Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset Wealth Management, um motivo para a ON da Petrobras oscilar entre os sinais negativo e positivo e encerrar o dia em queda foi uma forte procura por aluguel das ações. "Nós já alugamos tudo o que tínhamos. E estamos recebendo telefonemas com mais gente querendo alugar", afirmou durante a tarde. A ON da estatal encerrou o dia em queda de 0,70% e a PN em alta de 2,08%. (Colaborou Renato Carvalho)