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Ibovespa fecha em alta de 0,11% em sessão de instabilidade

A Bovespa teve um pregão de instabilidade nesta quinta-feira, 21, mas voltou a subir e terminou o dia com ganho discreto, de 0,11%, aos 56.641,48 pontos. A alta teria sido maior não fossem as ações do setor financeiro, que caíram em meio a um ambiente de realização de lucros e especulações. O dia foi de perdas nas bolsas de Nova York, assim como nos preços do petróleo, o que também limitou os ganhos no Brasil.

Este é o segundo pregão da bolsa brasileira depois do rali de dez altas consecutivas, com as quais o índice subiu 9,37%. Ontem o Ibovespa caiu 0,21%. Na manhã desta quinta, o índice chegou a subir até 0,58%. À tarde, caiu até 0,61%, puxado pela forte baixa da ações de bancos, influenciadas pelos comentários de que a Odebrecht estaria próxima de um pedido de recuperação judicial. A construtora negou a informação. Ao final do dia, Banco do Brasil ON, que chegou a cair mais de 5%, reduziu a baixa para 1,87%. Itaú Unibanco recuou 1,34% e Bradesco PN cedeu 0,76%. Com a melhora desses papéis, o Ibovespa voltou a subir no final dos negócios.

Se os bancos estiveram em destaque na ponta de queda, as ações dos setores siderúrgico e de mineração tiveram as altas mais relevantes. Entre as que compõem o Ibovespa, as maiores valorizações ficaram com Usiminas PNA (+10,04%), Vale ON (+5,39%) e CSN ON (+5,37%). Além da alta de 1,8% do minério de ferro, os papéis da Vale responderam a números de produção considerados positivos, embora dentro do esperado. Ações de siderurgia e metalurgia também reagiram a expectativas mais positivas em relação ao setor automobilístico.

Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumula alta de 9,93% em julho e de 30,66% em 2016. O saldo de investimentos estrangeiros no mercado brasileiro segue firme, segundo dados da bolsa. Na última terça-feira, 19, houve ingresso de R$ 340,4 milhões, levando o acumulado de julho para R$ 4,219 bilhões, já o segundo melhor do ano. No acumulado de 2016, há ingresso acumulado de R$ 16,8 bilhões na bolsa.