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Ibovespa sobe 2,35% com alta de commodities e ingresso de recursos externos

Enquanto os mercados americanos e europeus andaram "de lado", à espera da definição dos juros nos Estados Unidos, a Bovespa demonstrou fôlego e fechou em alta de 2,35%, aos 53.082,50 pontos. O forte avanço dos preços do petróleo e o ingresso de recursos externos no mercado acionário brasileiro foram determinantes para impulsionar papéis como os de Petrobras, Vale e setor financeiro, todos com avanços acima de 3%.

As ações dos setores de mineração, siderurgia e metalurgia foram os grandes destaques do dia. Os papéis iniciaram o dia em queda, acompanhando o recuo dos preços do minério de ferro. No entanto, inverteram a tendência no início da tarde e passaram a figurar entre as maiores altas do Ibovespa. Nos últimos minutos de negociação, as ações ganharam ainda mais impulso, acompanhando pares internacionais, que, por sua vez, seguiam o avanço dos índices de metais.

Entre os papéis de empresas ligadas a commodities metálicas, Vale ON (3,49%) e Vale PNA (+4,59%) foram os principais alvos de investidores estrangeiros, conforme relataram operadores ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Também destacaram-se Gerdau PN (+7,67%), Bradespar PN (acionista da Vale, com +4,35%) e Usiminas PNA (+3,00%).

Já a alta expressiva dos preços do petróleo sustentou a Petrobras durante todo o dia. Os contratos futuros da commodity para junho subiram 3,28% na Nymex e 2,83% na ICE, impulsionados pelo dólar mais fraco e por apostas de redução da produção global, especialmente nos Estados Unidos. Com isso, as ações da Petrobras subiram 3,40% (ON) e 3,64% (PN).

Apesar da valorização expressiva do Ibovespa, predominou no mercado o tom cauteloso entre os investidores, que já não exibem a euforia vista nas últimas semanas. Evidência desse comportamento mais cuidadoso é o volume de negócios de R$ 6,27 bilhões, maior que o da véspera, mas novamente abaixo da média do mês (R$ 8,45 bilhões). Com o processo de impeachment em andamento e a expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), amanhã, o volume de compras se manteve mais moderado, segundo profissionais do mercado.