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Ibovespa tem leve correção e fecha em baixa de 0,21%

Os investidores do mercado de ações promoveram pequenas correções nesta terça-feira, 4, e a Bovespa terminou o dia em baixa de 0,21%, aos 59.339,22 pontos. A baixa foi justificada principalmente pelo desempenho negativo das bolsas americanas, que voltaram a oscilar negativamente, às voltas com incertezas do cenário externo. O cenário doméstico, que na véspera havia conduzido a bolsa a uma alta de 1,87%, permaneceu positivo para o investidor, que se mostra mais confiante na evolução das medidas do ajuste fiscal.

Entre a máxima de 59.580 pontos (+0,20%) e a mínima de 58.892 pontos (-0,96%), o Ibovespa oscilou 688 pontos. A queda no final dos negócios não foi maior porque as ações da Petrobras definiram alta na última hora de negócios e os bancos melhoraram seus desempenhos ao longo da tarde. Do lado das influências negativas esteve a instabilidade dos preços do petróleo e as quedas das bolsas de Nova York.

No rol das preocupações do cenário internacional estiveram ainda a saúde financeira do Deutsche Bank e outros bancos europeus e a sinalização do Reino Unido de acelerar a saída da União Europeia. Além disso, os mercados mostraram algum desconforto com as declarações do presidente do Federal Reserve de Richmond, Jeffrey Lacker. Ele afirmou que teria sido um dissidente na última reunião de política monetária do BC norte-americano. Lacker, porém, não tem direito a voto nas reuniões do Fed. O dirigente disse que os aumentos de juros precisam ser graduais, "mas não tão graduais" como o Fed tem atuado.

Segundo analistas, algumas ações começam a sentir as expectativas para a nova temporada de balanços. Seria o caso dos bancos, que se destacaram em alta no pregão de hoje. Bradesco ON e PN subiram 1,06% e 1,44%, liderando os ganhos do Ibovespa, enquanto Itaú Unibanco avançou 0,88%. O volume de negócios na bolsa brasileira totalizou R$ 7,71 bilhões, superior à média das últimas semanas. Com o resultado de hoje, o Ibovespa contabiliza ganho de 1,67% em outubro e de 36,89% em 2016.