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IGP-10 de agosto cai 0,27% ante alta de 1,06% em julho, revela FGV

A inflação de agosto medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu 0,27% após alta de 1,06% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado nesta quarta-feira, 17, ficou dentro das previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast. Eles esperavam uma queda de 0,71% a 0,19%, com mediana negativa de 0,26%.

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-10 de agosto, os preços no atacado representados no IPA-10 tiveram queda de 0,57%, após subirem 1,23% em julho. Por sua vez, os preços ao consumidor medidos no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) apresentaram avanço de 0,38% em agosto, após elevação de 0,27% no mês anterior. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), da construção civil, teve taxa positiva de 0,23%, após o aumento de 1,76% em julho.

O indicador acumula alta de 6,16% no ano. No acumulado em 12 meses, o avanço foi de 11,50%.

O período de coleta de preços para o IGP-10 de agosto foi do dia 11 de julho a 10 deste mês. Já o IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 31 do mês passado, caiu 0,39%.

Atacado

Os preços agropecuários no atacado registraram deflação de 1,66% em agosto, no âmbito do IGP-10. Em julho, o indicador para o setor apresentou alta de 3,32%.

A instituição informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado também recuaram, mas em menor intensidade. A queda foi de 0,11% no mês, após avanço de 0,37% em julho.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais caíram 0,15% em agosto, ante alta de 2,67% em julho.

Já os preços dos bens intermediários tiveram queda de 0,35% este mês, após alta de 0,74% em julho. Os preços das matérias primas brutas apresentaram taxa negativa de 1,31% em agosto, após subirem 0,09% no mês anterior.

IPC-10

A alta no preço da gasolina ajudou a acelerar a inflação ao consumidor dentro do IGP-10 de agosto. O IPC-10 avançou 0,38%, em agosto, ante alta de 0,27% em julho.

Cinco das oito classes de despesas investigadas registraram taxas de variação maiores na passagem de julho para agosto, com destaque para o grupo Transportes, que saiu de recuo de 0,33% para uma elevação de 0,42%. A gasolina foi o destaque, passando de uma queda de 1,61% em julho para alta de 0,59% em agosto.

As demais elevações foram registradas pelos grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% em julho para 0,85% em agosto), Comunicação (de 0,06% para 0,73%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,68% para 0,75%) e Vestuário (de -0,05% para 0,23%). Os itens com contribuição mais relevante foram artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,23% para 2,43%), tarifa de telefone móvel (de 0,17% para 2,28%), show musical (de 1,03% para 6,82%) e roupas (de -0,52% para 0,17%).

Na direção oposta, as taxas de variação diminuíram nos grupos Habitação (de 0,31% para -0,03%), Despesas Diversas (de 0,56% para 0,21%) e Alimentação (de 0,43% para 0,41%), com destaque para os itens tarifa de eletricidade residencial (de -0,19% para -1,82%), cigarros (de -0,24% para -0,60%) e hortaliças e legumes (de -5,43% para -13,96%).

INCC-10

Os aumentos menores nos gastos com mão de obra desaceleraram a inflação da Construção dentro do IGP-10 de agosto. O INCC-10 passou de alta de 1,76% em julho para elevação de 0,23% este mês, informou a FGV.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,09% em agosto, ante 0,23% em julho. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra aumentou 0,35%, após o salto de 3,10% registrado no mês anterior.

Os itens que deram maior contribuição para o INCC-10 de agosto foram projetos (1,57%), ajudante especializado (0,31%), pedreiro (0,49%), elevador (0,67%) e carpinteiro de esquadria e telhado (0,37%).

Na direção oposta, ajudaram a conter a inflação do setor os itens cimento Portland comum (-1,47%), esquadrias de alumínio (-1,64%), argamassa (-0,53%), metais para instalações hidráulicas (-0,46%) e tijolo e telha de cerâmica (-0,35%).