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IGP-10 de outubro sobe 0,12% ante alta de 0,36% em setembro, diz FGV

A inflação de outubro medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) ficou em 0,12% após alta de 0,36% em setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado nesta segunda-feira, 17, ficou dentro das projeções dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,20% a alta de 0,13%, com mediana positiva de 0,03%.

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-10 de outubro, os preços no atacado, representados no IPA-10, tiveram alta de 0,12% este mês, após subirem 0,39% em setembro. Os preços ao consumidor, medidos no IPC-10, apresentaram avanço de 0,08% em outubro, após elevação de 0,27% no mês anterior. Já o INCC-10, da construção civil, teve taxa positiva de 0,22%, após aumento de 0,34% em setembro.

Até outubro, o indicador acumula alta de 6,68% no ano e elevação de 9,30% em 12 meses.

O período de coleta de preços para o IGP-10 de outubro foi do dia 11 de setembro a 10 deste mês. Já o IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 30 do mês passado, subiu 0,03%.

IPA-10

Os preços agropecuários no atacado recuaram 1,07% em outubro. Em setembro, o setor tinha avançado 0,21%. A instituição informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado continuaram subindo. A alta foi de 0,61% neste mês, contra avanço de 0,47% em setembro.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,04% em outubro, após ligeira queda de 0,01% em setembro.

Os preços dos bens intermediários tiveram recuo de 0,02% em outubro, após queda de 0,31% em setembro. Já os preços das matérias-primas brutas apresentaram avanço de 0,36% em outubro, após subirem 1,65% no mês anterior.

IPC-10

A queda nos preços dos alimentos ajudou a desacelerar a inflação ao consumidor no IGP-10 de outubro, informou a FGV. O IPC-10 registrou elevação de 0,08% neste mês, após alta de 0,27%, em setembro.

Quatro das oito classes de despesa tiveram taxas de variação menores, com destaque para o grupo Alimentação, que saiu de alta de 0,54% em setembro para recuo de 0,31% em outubro, sob influência de itens como as frutas (de 7,45% para -3,74%).

Os demais resultados que contribuíram para a desaceleração foram dos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 0,95% em setembro para -0,21% em outubro), Despesas Diversas (de -0,12% para -0,30%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,45% para 0,38%), com destaque para os itens show musical (de 9,89% para -5,97%), cigarros (de -0,37% para -1,20%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,13% para -0,31%), respectivamente.

Na direção oposta, os aumentos foram maiores em Habitação (de 0,10% para 0,40%), Vestuário (de -0,21% para 0,30%), Transportes (de -0,04% para 0,09%) e Comunicação (de 0,02% para 0,25%). Houve impacto, sobretudo, dos itens tarifa de eletricidade residencial (de -0,53% para 0,21%), calçados (de -0,41% para 0,66%), gasolina (de -1,15% para -0,36%) e tarifa de telefone residencial (de -0,22% para 0,27%).