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IGP-M na 2ª prévia de agosto sobe 0,09% ante 0,32% na 2ª prévia de julho, diz FGV

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,09% na segunda prévia de agosto, ante avanço de 0,32% na segunda prévia do mesmo índice de julho. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 19, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice, que é usado para reajuste nos contratos de aluguel, acumula aumento de 6,19% no ano e avanço de 11,43% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de agosto. O Índice de Preços por Atacado (IPA-M) , que representa os preços no atacado, caiu 0,01%, ante a alta de 0,15% na segunda prévia de julho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,35% na leitura anunciada nesta sexta, após subir 0,29% no mês passado. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), que mensura o custo da construção, teve elevação de 0,19%, após registrar aumento de 1,46% em julho.

Na primeira prévia deste mês, o IGP-M tinha ficado estável (0%). O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia foi de 21 de julho a 10 de agosto.

Atacado

Os preços agrícolas registraram deflação no atacado. Os produtos agropecuários caíram 0,06% na segunda prévia do IGP-M de agosto, ante a alta de 0,21% apurada na segunda prévia do mesmo índice em julho.

Já os preços dos produtos industriais no atacado tiveram ligeiro aumento de 0,01% na leitura anunciada nesta sexta, após a alta de 0,12% na segunda prévia de julho.

No âmbito do IPA segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,25% na segunda prévia de agosto, após subirem 1,72% na segunda prévia do mês anterior.

Os preços dos bens intermediários apresentaram queda de 0,30% ante alta de 0,43% na segunda prévia do mês passado. Por fim, os preços das matérias-primas brutas tiveram taxa negativa de 0,01%, após recuo de 1,97% em julho.

IPC

As contas de luz ficaram mais baratas, mas a alta no preço da gasolina contribuiu para acelerar a inflação ao consumidor na segunda prévia de agosto do IGP-M.

O IPC-M registrou alta de 0,35%, ante elevação de 0,29% na mesma prévia de julho. Quatro dos oito grupos investigados registraram taxas de variação maiores. A principal contribuição partiu do grupo Transportes, que passou de queda de 0,21% na segunda prévia de julho para alta de 0,26% na segunda prévia de agosto. O resultado foi pressionado pela gasolina, que saiu de uma redução de 1,48% para um aumento de 0,74% no período.

Os demais grupos com taxas maiores foram Comunicação (de 0,00% para 0,61%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,59% para 0,76%) e Vestuário (de -0,08% para 0,38%), sob impacto, principalmente, do encarecimento da tarifa de telefone móvel (de 0,11% para 2,38%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,44% para 2,08%) e roupas (de -0,43% para 0,11%).

Na direção oposta, o ritmo de alta nos preços foi menor nos grupos Habitação (de 0,28% para 0,14%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,83% para 0,41%), Despesas Diversas (de 0,63% para 0,12%) e Alimentação (de 0,40% para 0,39%). Os destaques foram os itens tarifa de eletricidade residencial (de -0,60% para -1,34%), passagem aérea (de 25,82% para -4,00%), alimentos para animais domésticos (de 2,95% para 0,20%) e hortaliças e legumes (de -4,61% para -11,49%).

Construção

As despesas com materiais e serviços na construção diminuíram, enquanto que os custos da mão de obra registraram forte desaceleração na segunda prévia de agosto do IGP-M, informou a FGV.

Como resultado, o INCC-M saiu de uma elevação de 1,46% na segunda prévia de julho para alta de 0,19% na mesma leitura de agosto.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços recuou 0,05% na segunda prévia deste mês, ante alta de 0,12% na mesma prévia de julho. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra teve alta de 0,40% na leitura de agosto, após salto de 2,62% no mês anterior.

As principais contribuições positivas foram dos itens ajudante especializado (0,39%), projetos (0,99%), pedreiro (0,42%), bombeiro (0,73%) e servente (0,22%). Na direção oposta, ajudaram a conter a taxa os itens esquadrias de alumínio (-2,66%), cimento Portland comum (-1,12%), argamassa (-0,64%), eletroduto de PVC (-1,24%) e tinta a óleo (-1,08%).