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Ilan diz que, à frente do BC, retribuirá confiança, atingindo a meta de inflação

O indicado à presidência do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou nesta terça-feira, 7, que, à frente da autoridade monetária, retribuirá confiança depositada em sua indicação atingindo meta de inflação. Segundo ele, a manutenção de nível baixo e estável de inflação reduz incertezas e torna a sociedade mais justa.

Em sua fala inicial na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Ilan agradeceu a indicação feita pelo presidente em exercício Michel Temer e disse que retorno ao serviço público tem significado especial. "Retorno é excelente oportunidade para, no momento que o País mais necessita, devolver o investimento que a sociedade depositou em mim", disse.

Ele disse se sentir gratificado a voltar a ser sabatinado após 16 anos, já que foi diretor do BC entre 2000 e 2003, quando ajudou a implementar o sistema de metas. Para atingir a meta, ele disse que o País conta com um robusto arcabouço, que é o sistema de metas. Sendo assim disse que vai mira o centro da meta. "Bandas de tolerância servem para acomodar choques", afirmou.

Ilan assumiu o compromissos de manter e aprimorar o rigor do BC. Ele disse que o sistema financeiro está solido, líquido e bem capitalizado. Afirmou ainda que é imprescindível manter e aprimorar a autonomia do BC.

Momento 'adverso'

Na apresentação de Ilan, a presidente da CAE do Senado, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ressaltou que o momento é "adverso". Ela citou as dificuldades no âmbito da economia e também da política, em meio à definição do desfecho do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).

"Na condição de presidenta desta comissão, não poderia deixar de registrar responsabilidade desta comissão de votar a indicação do senhor Ilan para presidente do Banco Central", afirmou Gleisi na abertura da sessão. Mais cedo, a senadora afirmou que o nome de Ilan deve ser aprovado pela comissão, mas não de forma unânime.