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Impeachment fica em segundo plano e Bolsa cai puxada por Petrobras

A vitória na Câmara da ala pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff está em segundo plano na negociação dos ativos financeiros nesta segunda-feira, 18. No caso do dólar, a moeda norte-americana abriu em queda, abaixo de R$ 3,50, mas passou a operar em forte alta após nova intervenção do Banco Central no mercado. Ao mesmo tempo, o Ibovespa caía, pressionado principalmente pela Petrobras.

Às 10h15, o dólar à vista no balcão subia 1,88%, a R$ 3,5924, depois de bater R$ 3,61 na máxima e R$ 3,4857, na mínima. Petrobras ON cedia 4,03% e a ação PN recuava 4,64%. O Ibovespa declinava 1,35%, aos 52.510 pontos.

O BC vendeu 68.840 contratos de swap reverso (que funciona como compra no mercado futuro) na manhã desta segunda e há expectativa de que o BC volte a fazer novo leilão com a oferta remanescente da primeira operação, que ofereceu um total de até 80 mil contratos ofertados.

Segundo o analista Jefferson Rugik, da Correparti, o mercado também realiza lucros após aprovação do impeachment na Câmara, e destacou que o petróleo em queda lá fora também ajuda a pressionar.

Com a influência do exterior, a Bolsa brasileira operava em queda, pressionada principalmente pelas ações da Petrobras. O recuo nos preços do petróleo influenciavam a negociação dos papéis da estatal, bem como um movimento de realização de lucros.

Operadores relatam que a aprovação na Câmara dos Deputados do prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff já havia sido embutido nos preços.

No exterior, o petróleo caía mais de 4%, trazendo cautela aos mercados, com bolsas em leve baixa na Europa e nos futuros de Nova York. Os preços da commodity ainda ecoam a falta de acordo para congelar a produção da commodity, durante reunião ontem em Doha, capital do Catar. (Com informações de Karin Sato)