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Índice de adequação de estoques no varejo sobe 7,3% em junho, diz FecomercioSP

A percepção dos varejistas da Região Metropolitana de São Paulo sobre seus estoques melhorou em junho, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O índice de adequação dos estoques avançou 7,3% ante maio, para 93,8 pontos. Na comparação com junho do ano passado, no entanto, houve queda de 7,6%. O índice varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos 100 pontos é o limite entre inadequação e adequação.

A parcela dos lojistas que afirmaram estar com estoque acima do adequado passou de 39,8% em maio para 37,5% em junho, enquanto o porcentual dos que declararam estar com estoques baixos foi de 16,3% para 15,6%. Já a fatia dos que enxergam os estoques como adequados passou de 43,6% para 46,9%.

De acordo com a FecomercioSP, mesmo com a melhora dos estoques nos meses de maio e junho, boa parte dos empresários ainda está com os estoques elevados. "Apesar do conservadorismo do varejo, está difícil ajustar o volume de mercadoria diante do ritmo fraco das vendas. A perspectiva é de ajuste ainda lento dos estoques, mas a partir dos próximos meses o processo, ao menos, deve ser mais consistente", diz a entidade em nota.

O assessor econômico da FecomercioSP Vitor França aponta que o porcentual dos lojistas que consideram seus estoques excessivos (37,5%) ainda está bem acima da média anterior à crise brasileira, de 24,8%. "Nós ainda estamos próximos dos piores resultados da série histórica da pesquisa, então a recente melhora nos últimos meses não chega a ser exatamente tranquilizadora", afirma.

Mesmo assim, há expectativa de retomada da confiança dos consumidores e aumento do movimento no varejo nos próximos meses. "As boas perspectivas de investimento somadas à queda da inflação podem abrir espaço para a retomada da atividade econômica no País após a pior crise da história", acrescenta a FecomercioSP.

Em abril, o índice de estoques havia atingido o pior nível da série histórica, iniciada em junho de 2011, aos 85,6 pontos. O recorde histórico de alta, de 138,2 pontos, foi registrado em novembro de 2011. O indicador é apurado mensalmente com informações de cerca de 600 empresários do comércio nos municípios que compõem a região metropolitana de São Paulo.