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Índice de Custo da Construção desacelera para 1,09% em julho, aponta FGV

(Foto: Filipe Araújo / Estadão Conteúdo) - Índice de Custo da Construção desacelera em julho
(Foto: Filipe Araújo / Estadão Conteúdo)

O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) ficou em 1,09% em julho, mostrando desaceleração em relação à alta de 1,52% de junho, divulgou nesta terça-feira, 26, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O INCC-M acumula alta de 4,94% no ano e de 6,85% em 12 meses.

A desaceleração foi determinada pelo grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, cuja taxa passou de 0,26% em junho para 0,12% em julho. O índice relativo aos custos com Mão de Obra também registrou inflação mais baixa, com a variação saindo de 2,64% para 1,93% na passagem de junho para julho.

Cinco das sete capitais analisadas apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador (de -0,10% para 0,60%), Recife (de 0,08% para 0,09%), Belo Horizonte (de -0,01% para 0,00%), Rio de Janeiro (de 1,98% para 3,12%) e Porto Alegre (0,15% para 0,26%).

Em contrapartida, registraram desaceleração as cidades de Brasília (de 0,25% para -0,02%) e São Paulo (de 2,99% para 1,63%).

Materiais, Equipamentos e Serviços

Os itens que mais contribuíram para a desaceleração do INCC-M na passagem de junho para julho foram cimento portland comum (que manteve a taxa de -1,73%), aluguel de máquinas e equipamentos (de 0,19% para -1,08%), condutores elétricos (ainda que tenha acelerado a taxa de -1,82% para -1,66%), esquadrias de alumínio (de -0,01 para -0,59%) e metais para instalação hidráulica (0,12% para -0,37%), conforme divulgado pela FGV.

Dentro do INCC-M, o índice referente a Materiais, Equipamentos e Serviços variou de 0,26% em junho para 0,12% em julho. O subgrupo de Materiais e Equipamentos saiu de 0,21% para 0,15%, enquanto o referente a Serviços passou de 0,46% para -0,01%.

O índice referente à Mão de Obra também desacelerou na passagem de junho para julho, saindo de 2,64% para 1,93%. Ainda que em processo de desaceleração, a taxa bastante elevada reflete aumentos salariais em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Individualmente, a FGV destacou o comportamentos de quatro itens que apresentaram desaceleração, mas ainda assim ficaram entre as maiores pressões positivas do INCC-M: ajudante especializado (de 3,07% para 2,16%), servente (de 2,96% para 1,67%), pedreiro (de 2,46% para 2,07%) e carpinteiro (de 2,97% para 2,17%).

Na passagem de junho para julho, o INCC-M recuou de 1,52% para 1,09%. O indicador é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.