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Intenção de consumo das famílias cai 5,5% e atinge novo mínimo histórico

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 5,5% em abril ante março, para 73,2 pontos, o mínimo histórico da série iniciada em janeiro de 2010, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A deterioração, de acordo com a entidade, é reflexo do elevado custo de crédito, do alto nível de endividamento e do aumento do desemprego.

No confronto com abril de 2015, o ICF encolheu 28,8%, apontou a CNC. Todos os componentes da pesquisa apresentaram queda. "A reversão desse cenário está diretamente associada a um quadro político e econômico mais estável", afirma Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

Os componentes ligados às compras foram os que apresentaram as maiores quedas, com destaque para o consumo de bens duráveis, que registrou recuo de 10,1% ante março e de 43,6% em relação a abril de 2015. A maior parte das famílias, 74,8%, considera o momento atual desfavorável para aquisição desse tipo de bem.

Já o nível de consumo atual caiu 8,0% em relação a março e cedeu 38,3% no confronto anual. Ao todo, 62,6% declararam estar com o nível de consumo menor do que no ano passado.

Os indicadores relacionados ao emprego foram os que tiveram queda menos intensa. Mesmo assim, atingiram o mínimo histórico. O índice de emprego atual teve retração de 2,7% em relação a março e caiu 15,7% ante abril de 2015. O porcentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego é de 30,1%, enquanto a fatia das que se sentem menos seguras chegou a 27,3%.

Além disso, dos 18 mil entrevistados, 47,1% consideram o cenário de emprego para os próximos seis meses ruim. A previsão da Divisão Econômica da CNC é que, em 2016, o volume de vendas do varejo apresente retração de 4,5% no segmento restrito e queda de 8,8% no varejo ampliado, que inclui os setores de veículos e materiais de construção.