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Interior é responsável por 65% do consumo no Paraná

(Foto: Tony Winston/Agência Brasília) - Interior é responsável por 65% do consumo no Paraná
(Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

Os municípios do Interior do Paraná devem aumentar a participação no consumo estadual de bens e serviços, mesmo na crise econômica. Dados da pesquisa IPC Maps, realizada pela IPC Marketing Editora, consultoria paulista especializada no setor, mostram que, neste ano, 65% do consumo do estado virá de famílias que moram fora da região metropolitana de Curitiba.

De acordo com o estudo, ao todo, os paranaenses vão gastar R$ 246,4 bilhões em 2016. Desse total, R$ 160,1 bilhões devem vir do Interior. Os motivos para isto seriam investimentos e desempenho do agronegócio, que representa uma fatia importante na economia estadual. O agronegócio responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná e tem forte participação nas exportações - mais de 70%.

Em 2010, os municípios do interior tinham uma participação de 58,7% do consumo total no Estado. Em 2015, essa participação chegou a 64% e nesse ano avançou um pouco mais, para 65%.

A geração de riqueza e emprego e melhorias de infraestrutura fizeram com que a população das cidades menores aumentasse a renda e o poder de compra. A descentralização vem crescendo desde 2010. Naquele ano, as dez maiores cidades do Estado respondiam por 53% do consumo paranaense.

Em 2015, a concentração foi reduzida para 49% e, neste ano, a participação está em 47,9%. As dez cidades com maior potencial de consumo no Paraná em 2016 são Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava e Pinhais.

O cálculo foi feito com base em dados coletados junto ao IBGE, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e indicadores dos estados. O potencial de consumo inclui uma série de categorias de gastos, como alimentação dentro e fora do domicílio, manutenção do lar, medicamentos e planos de saúde, educação, recreação, transporte e viagens e outras despesas, como aquisições e imóveis. Considera, ainda, as compras de vestuário, calçados, itens de higiene e cuidados pessoais, artigos de limpeza, eletrodomésticos.

Dos gastos das famílias paranaenses previstos para 2016, as maiores parcelas são destinadas à manutenção do lar (alugueis, condomínio, energia, telefonia e televisão por assinatura), com R$ 57,3 bilhões. Em segundo lugar vêm despesas como aquisição de imóveis, reformas, empréstimos, empregados domésticos, cabeleireiros e lavanderias, com R$ 46,4 bilhões. Alimentação no domicílio fica em terceiro lugar, com R$ 24,5 bilhões, e material de construção (R$ 17 bilhões).

Colaboração Agência Estadual de Notícias