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Investidor externo do setor imobiliário reafirma compromisso de manter aportes

Apesar das turbulências políticas que marcaram o Brasil neste ano, os investidores estrangeiros do setor imobiliário reafirmaram o compromisso de manter aportes no País, sob a avaliação de que o prospecto continua positivo para o médio e o longo prazo. O tema foi discutido por gestores de private equity e companhias especializadas em propriedades comerciais durante congresso realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

"Acreditamos que a América Latina é uma região em que há muito crescimento econômico, com oportunidades que podem ser aproveitadas. Nosso foco é o Brasil por se tratar da maior economia na vizinhança", disse o diretor do Blackstone no Brasil, Marcelo Fedak. O executivo citou como pontos positivos o potencial de larga escala das operações por aqui, além da baixa capilaridade de shopping centers em comparação com outros países.

"Para nós, crescimento econômico e democracia são componentes importantes para definir onde alocamos o capital. E o Brasil atende a esses requisitos", afirmou o sócio diretor do Brookfield Property Group, David Arthur. Ele observou que houve saída de capital do País em meio à crise nos últimos dois anos, abrindo oportunidades de investimentos neste momento. "Buscamos ativos de boa qualidade, bem localizados, a preços razoáveis", sintetizou.

"Ainda acho que o Brasil é a terra das oportunidades, com um prospecto positivo", afirmou o fundador e acionista majoritário da Gazit Globe, Chaim Katzman. Na sua avaliação, o Brasil foi capaz de atravessar as turbulências políticas e fortalecer a democracia e a transparência. Katzman afirmou que a companhia manterá suas operações no Brasil ao longo dos próximos anos, com foco em desenvolver novos empreendimentos e comprar ativos que considerar atrativos.