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Investidor vê espaço para lucrar com venda de ações, e Bovespa cai pelo 2º dia

(Foto: Kelsen Fernandes / Fotos Públicas) - Investidor vê espaço para lucrar com venda de ações, e Bovespa cai pelo 2º dia
(Foto: Kelsen Fernandes / Fotos Públicas)

A Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira, 9, pelo segundo dia consecutivo com investidores vendo espaço para realizar lucros. A maior pressão baixista veio da Vale e de grandes bancos, que empurraram o Ibovespa para os 48.665,09 pontos em uma queda de 0,89%. Na máxima, o indicador marcou 50.001 pontos em alta de 1,83%. Na mínima, caiu 0,98% aos 48.623 pontos.

Na avaliação de analistas e operadores, o recuo do Ibovespa acontece porque investidores entendem que chegou a hora de embolsar lucros depois da sequência de seis fechamentos em alta. Nesse rali, encerrado na segunda-feira (7/3), o Ibovespa valorizou-se 18,4%. "A bolsa teve uma alta bastante forte. Quem aproveitou pôde colocar o lucro no bolso em um dia de noticiário político mais fraco e agenda econômica sem grande novidade, visto que o IPCA (de fevereiro) veio ruim (+0,90%), ainda que abaixo das projeções", afirmou o analista da Elite Corretora, Hersz Ferman.

Entre esses oportunistas, muitos são de fora do Brasil, como mostra o ranking das corretoras no movimento intraday. A maioria das casas na ponta vendedora era estrangeira. Na ponta compradora, a maioria era brasileira.

Assim como um operador de renda variável, Ferman defende que não é possível dizer que o segundo fechamento em queda da Bovespa reflete a saída do estrangeiro. "Ainda é cedo para dizer isso", diz o operador. "O giro continua bastante alto", diz o analista da Elite.

De fato, a Bovespa totalizou um giro financeiro maior que a média diária dos últimos meses. O volume chegou a R$ 9,94 bilhões. Na média diária de fevereiro e de março do ano passado, o giro ficava em torno dos R$ 6 bilhões.

Apesar de ter fechado em queda de 4,53% e de 3,32%, as PNs do Bradesco e do Itaú Unibanco, respectivamente, sustentam ainda uma alta de 17,71% e de 21,53% no mês. O mesmo pode ser dito da ON e da PNA da Vale. A ação ordinária da mineradora encerrou em queda de 3,53%, mantendo-se em alta de 22,78% no mês. A preferencial caiu 3,20% hoje e sustentou uma valorização de 27,10% no mês. Além de refletir uma realização de lucros, a desvalorização da mineradora hoje é influenciada pelo recuo no preço do minério de ferro (-5,8%) e pela renovação de temores sobre a economia chinesa.

Impedindo uma queda maior do Ibovespa, a PN da Petrobras encerrou o dia em alta, seguindo o movimento dos contratos futuros de petróleo, que fecharam em alta. A PN subiu 1,74%. Já a ON encerrou o pregão em queda de 0,93%. Na ICE, em Londres, o petróleo Brent para maio fechou em alta de 3,58% aos US$ 41,07 por barril. Na Nymex, em Nova York, o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,90% a US$ 38,29 por barril.