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Investimento Direto no País atinge US$ 5,455 em janeiro e supera previsões

Em janeiro, o Brasil recebeu US$ 5,455 bilhões de Investimento Direto no País (IDP), de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 23, pelo Banco Central. O resultado superou as expectativas dos economistas do mercado financeiro, já que o levantamento do AE Projeções apontava um intervalo de previsões que ia de US$ 4 bilhões e o teto de US$ 5,1 bilhões, com mediana de US$ 4,800 bilhões.

Em dezembro, o ingresso desses recursos havia somado US$ 15,211 bilhões e, no primeiro mês de 2015, US$ 5,765 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro deste ano, o saldo de IDP somou US$ 74,764 bilhões, o que representa 4,26% do Produto Interno Bruto (PIB).

A estimativa do BC para janeiro era de recebimentos de investimentos estrangeiros no total de US$ 4,6 bilhões. De acordo com o chefe do Departamento Econômico da autarquia, Tulio Maciel, até o dia 22 do mês passado, o País já havia recebido US$ 3,6 bilhões por essa conta. No Relatório de Mercado Focus, divulgado ontem pelo BC, a estimativa é de que, no acumulado deste ano, o saldo de IDP chegue a US$ 55 bilhões.

Investimento em ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou praticamente estável no primeiro mês do ano. Segundo o BC, o indicador ficou positivo em apenas US$ 4 milhões em janeiro. Em igual mês de 2015, o resultado havia ficado no azul em US$ 1,666 bilhão.

Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou negativo em US$ 1,193 bilhão em janeiro. Em igual mês de 2015, essas aplicações ficaram fortemente positivas em US$ 10,634 bilhões.

O aumento da procura por tais títulos teve início em junho de 2013, quando o governo zerou o Imposto sobre Operações Financeira (IOF) sobre esse tipo de aplicação. Mais recentemente, o ciclo de aperto monetário aumentou o diferencial de juros entre o Brasil e o restante do mundo, tornando as aplicações brasileiras de renda fixa mais interessantes para os estrangeiros. Mesmo assim, a procura nos últimos meses por esse investimento diminuiu.

Taxa de rolagem

O Banco Central informou também que que taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior em janeiro ficou em 17%. O resultado ficou bem abaixo do que o verificado em janeiro do ano passado (114%), e num patamar que é inferior ao equivalente necessário para honrar compromissos das empresas no período.

De acordo com os números apresentados nesta terça pelo BC, a taxa de rolagem de títulos de longo prazo (antigo bônus, notes e commercial papers) ficou em 26% em janeiro - estava em 70% em janeiro de 2015. Já os empréstimos diretos conseguiram uma cobertura de 16% no primeiro mês de 2016 ante 118% de janeiro de 2015.