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Investimento Direto no País soma US$ 5,557 bi em março, revela BC

Os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 5,557 bilhões em março, segundo informou nesta quarta-feira, 20, o Banco Central (BC). Com isso, o resultado é mais do que o necessário para cobrir o déficit de US$ 855 milhões em transações correntes verificado no mês. Pelas expectativas apuradas pelo AE Projeções, o IDP de março seria de US$ 3,400 bilhões a US$ 6,600 bilhões, com mediana de US$ 5,800 bilhões.

No primeiro trimestre de 2016, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo somou US$ 16,933 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses até março deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 78,859 bilhões, o que representa 4,56% do Produto Interno Bruto (PIB).

O Banco Central projeta que o Brasil receberá US$ 60 bilhões em IDP este ano, mas já admitiu que sua estimativa pode estar conservadora.

Investimento em ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 2,027 bilhões em março, conforme o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido positivo em US$ 1,354 bilhão. No acumulado do ano, o saldo está no azul em US$ 2,901 bilhões.

Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou negativo em US$ 1,965 bilhão em março e em US$ 7,070 bilhões no acumulado do trimestre. Em março do ano passado, essas aplicações estavam positivas em US$ 3,165 bilhão e, no acumulado do primeiro trimestre de 2015, positivas em US$ 16,670 bilhões. O saldo do ano passado foi de US$ 16,296 bilhões no ano passado.

Pelos cálculos do BC, no acumulado deste ano, a entrada de recursos para investimentos em ações será de R$ 4 bilhões, enquanto no caso de renda fixa a expectativa é de o saldo fique zerado, sem que prevaleça entradas ou saídas.

Taxa de rolagem

O Banco Central informou também que taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 29% em março. Esse patamar significa que a captação do período ocorreu em quantidade inferior ao suficiente para rolar compromissos das empresas no período. Tem sido noticiada recentemente a redução de tomadas de empresas por financiamentos. Em março do ano passado, estava em 101%.

De acordo com os números apresentados hoje pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo, antes chamados de "bônus, notes e commercial papers" ficou em 155% em março. Em igual mês de 2015 havia sido de 62%. Já os empréstimos diretos atingiram 20% no mês passado ante 113% de março do ano passado.

No acumulado do ano, a taxa de rolagem total ficou em 36%. Os títulos de longo prazo tiveram taxa de 47% e os empréstimos diretos, de 33% no período. Para o BC, continua valendo projeção de que a taxa de rolagem em 2016 será de 100%.