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IPC-S fica em 0,45% na 2ª quadrissemana de abril ante 0,48% na anterior, diz FGV

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,45% na segunda quadrissemana de abril, informou nesta segunda-feira, 18, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou 0,03 ponto porcentual abaixo do registrado na primeira leitura do mês, quando o indicador apresentou alta de 0,48%.

Das oito classes de despesas analisadas, cinco apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (1,22% para 1,07%), Habitação (de -0,19% para -0,22%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,21% para 0,12%), Comunicação (de 0,47% para 0,26%) e Despesas Diversas (de 0,69% para 0,54%)

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,84% para 1,07%), Transportes (de 0,29% para 0,31%) e Vestuário (de 0,23% para 0,25%).

Maior contribuição

O grupo Alimentação, que recuou de 1,22% na primeira quadrissemana de abril para 1,07% na segunda leitura do mês, foi o que mais contribuiu para a desaceleração do IPC-S.

Dentre as cinco classes de despesas que registraram decréscimo em suas taxas de variação, a FGV destacou o comportamento dos itens frutas (de 8,16% para 6,34%), em Alimentação; tarifa de eletricidade residencial (de -3,45% para -3,57%), no grupo Habitação; excursão e tour (de -2,54% para -4,14%), em Educação, Leitura e Recreação; tarifa de telefone móvel (de 1,26% para 0,96%), no grupo Comunicação; e cigarros (de 1,29% para 0,99%), em Despesas Diversas.

De forma isolada, os itens com as maiores influências de baixa foram tarifa de eletricidade residencial (de -3,45% para -3,57%), tomate (de -7,32% para -9,65%), excursão e tour (de -2,54% para -4,14%), gasolina (de -0,33% para -0,53%) e cebola (apesar do abrandamento da desinflação, de -5,92% para -4,33%).

Já os cinco itens com as maiores influências de alta foram plano e seguro de saúde (que manteve o ritmo de alta em 1,05%), leite tipo longa vida (de 4,52% para 4,72%), mamão papaya (mesmo desacelerando de 29,57% para 18,12%), refeições em bares e restaurantes (apesar do ritmo menor de alta de 0,57% para 0,47%) e batata-inglesa (de 4,09% para 9,28%).