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IPC-S sobe 0,32% em agosto ante alta de 0,37% em julho, diz FGV

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,32% em agosto ante 0,37% em julho, informou nesta quinta-feira, 1º de setembro, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na terceira quadrissemana do mês passado, o IPC-S havia ficado em 0,39%. O indicador acumula altas de 5,22% no ano e de 8,48% nos últimos 12 meses.

O IPC-S de agosto ficou levemente abaixo da mediana de 0,34% das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast. As estimativas de 12 departamentos de análise apontaram um intervalo de 0,25% a 0,44%.

Das oito classes de despesas analisadas, sete registraram decréscimo em suas taxas de variação de preços na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de agosto: Educação, Leitura e Recreação (1,11% para 0,50%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,67% para 0,50%), Transportes (0,18% para 0,11%), Vestuário (-0,06% para -0,12%), Comunicação (0,32% para 0,16%), Despesas Diversas (0,03% para -0,08%) e Alimentação (0,70% para 0,69%).

No sentido contrário, registrou acréscimo o grupo Habitação (0,00% para 0,10%).

Comportamento

A maior contribuição para o leve recuo do IPC-S entre a terceira e a quarta quadrissemanas de agosto veio do grupo Educação, Leitura e Recreação. A variação caiu de 1,11% para 0,50% entre os dois períodos. Nesse grupo de produtos e serviços, o comportamento do item show musical (12,02% para 6,53%) foi o que registrou a maior desaceleração. O indicador geral caiu 0,07 ponto porcentual, de 0,39% para 0,37% entre as duas quadrissemanas. Em relação a julho, o indicador recuou 0,05 ponto porcentual.

Dentre as outras seis classes de despesas que registraram decréscimo em suas taxas de variação, a FGV também destacou o comportamento dos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (1,57% para 0,62%), em Saúde e Cuidados Pessoais; gasolina (-0,01% para -0,64%), em Transportes; roupas (-0,06% para -0,18%), em Vestuário; tarifa de telefone móvel (1,30% para 0,64%), em Comunicação; bilhete lotérico (2,00% para 0,00%), em Despesas Diversas; laticínios (6,17% para 3,98%), em Alimentação.

Observados independentemente, os itens com as maiores influências de queda foram batata-inglesa (a despeito de a deflação ter recuado de -15,30% para -12,62%), tarifa de eletricidade residencial (mesmo tendo a variação negativa recuado de -1,42% para -1,14%), cebola (-26,10% para -23,82%), alface (-11,28% para -11,06%), gasolina (-0,01% para -0,64%).

Também de forma isolada, os itens com as maiores influências de alta foram refeições em bares e restaurantes (apesar de a taxa ter recuado de 0,92% para 0,86%), leite tipo longa vida (mesmo tendo a inflação recuado de 8,45% para 4,33%), show musical (a despeito de a variação ter caído de 12,02% para 6,53%), plano e seguro de saúde (que manteve a mesma taxa de variação em 1,05%) e mamão papaia (22,33% para 34,37%).