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IRB Brasil Re confirma nomeação de Tarcísio Godoy para presidência

O IRB Brasil Re confirmou a nomeação de Tarcísio Godoy, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, para presidir o ressegurador, conforme antecipou mais cedo o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência EStado. Ele substitui José Carlos Cardoso. que retorna para a vice-presidência de resseguros da companhia, posto que tinha deixado em agosto de 2015.

É a segunda troca de presidente do IRB em menos de um ano. A mudança visa acomodar Godoy, que foi substituído por Eduardo Guardia, até então diretor executivo de Produtos da BM&FBovespa, e nomeado para a Secretaria da Fazenda. Ele chegou a ser cogitado, conforme fontes, para assumir a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e já estava acordado com Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, que ficaria na secretaria da pasta até a chegada de Guardia.

Godoy é mestre em Economia pela Universidade de Brasília. Tem passagens em vários cargos do setor público como no Tesouro, Brasilprev e também privado, na Bradesco Seguros. Entre janeiro e dezembro de 2015, exerceu a função de secretário Executivo do Ministério da Fazenda.

De acordo com o IRB, Fernando Passos, vice-presidente Financeiro, Mario Di Croce, vice-presidente Executivo, e Lucia Valle, vice-presidente de Riscos e Compliance, permanecem em suas funções.

O IRB Brasil Re, com mais de R$ 14 bilhões em ativos, fechou o primeiro trimestre com lucro líquido 65% maior que o registrado em igual período do ano passado, de R$ 212,4 milhões. De janeiro a março, emitiu R$ 1,169 bilhão em prêmios de resseguro, crescimento de 37%. Nesse período, seu patrimônio líquido chegou próximo dos R$ 2,9 bilhões.

À frente do IRB, que tem ainda Bradesco e Itaú Unibanco em seu bloco de controle, Godoy deve emplacar a abertura de capital da empresa, último passo para concluir o seu processo de desestatização, que deve ocorrer até 2018. No ano passado, o ressegurador iniciou o processo, mas desistiu em meio às condições de mercado. Na ocasião, a expectativa era de que o IPO movimentasse entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, contribuindo para o ajuste fiscal do então governo Dilma Rousseff.