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Juiz processa 13 executivos do Deutsche Bank e 2 bancos por crimes financeiros

Um juíz de Milão, Itália, indiciou 13 executivos e ex-executivos do Deutsche Bank, Banca Monte dei Paschi di Siena SpA e Nomura International PLC por diversos crimes financeiros, segundo fontes.

Dentre os acusados estão cinco ex-executivos do Deutsche Bank, incluindo Michele Faissola, que no passado supervisionou tarifas e comercialização de commodities e foi diretor de gerenciamento de ativos e fortunas até o ano passado, quando deixou o banco. Em ocasiões anteriores, Faissola negou ter atuado de forma irregular.

Outros cinco ex-executivos do Monte dei Paschi também estão sendo acusados pelo juiz Livio Cristofano. Dentre eles, o ex-presidente Giuseppe Mussari e ex-gerente geral Antonio Vigni. No passado, os executivos negaram qualquer irregularidade.

Cristofano também indiciou Michele Foreste, executivo de investimentos em renda fixa que deixou o Deutsche Bank em 2014, e Ivor Dunbar, ex-executivo de mercados globais. Matteo Vaghi, que também foi indiciado, ainda trabalha para o banco alemão na área de gestão de fortunas. Vaghi trabalhou anteriormente na supervisão das divisões de gerenciamento de fortunas do Reino Unido e do sul da Europa.

Até o momento, Monte dei Paschi e Nomura não comentaram o assunto. Um porta-voz do Deutsche Bank declarou que o banco "apresentará sua defesa ao tribunal". Advogados dos executivos acusados preferiram não comentar o assunto ou não responderam à demanda por posicionamento.

A decisão do juíz Livio Cristofano é mais um capítulo da investigação de mais de um ano e meio de promotores de Milão sobre duas transações entre as três instituições financeiras, assim como outras operações que supostamente que contribuíram para que o banco italiano Monte dei Paschi ocultasse sua real situação.

Em fevereiro, promotores de Milão afirmaram ter encontrado evidências de manipulação das ações do Monte dei Paschi di Siena e falsificação de sua contabilidade, assim como obstrução por parte de executivos das atividades de supervisão das autoridades italianas, de acordo com documentos aos quais o The Wall Street Journal teve acesso. Os promotres alegaram que a contabilidade do Monte dei Paschi foi falsficada entre 2008 e 2012. A receita declarada pelo banco seria até 88% menor do que a declarada no período.

Durante este tempo, o banco (o mais antigo do mundo) foi socorrido duas vezes pelo governo italiano e vem lutando para recuperar a rentabilidade. Neste verão, após ter sido apontada como o banco em pior condição de capitalização entre outros credores do continente, a instituição divulgou que teria vendido todos os seus papeis mais tóxicos por 28 bilhões de euros (US$ 31,5 bilhões) e levantado até 5 bilhões de euros em capital.

Contudo, o conselho de administração do Monte dei Paschi colocou de lado recentemente tanto seu presidente como o CEO do grupo, em reação à falta de entusiasmo de investidores em relação ao plano, visto como frágil segundo fontes do setor. Fonte: Dow Jones Newswires.