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Juro de curto prazo fecha com viés de alta, mas longo cai com quadro político

Os principais contratos de juros futuros não tiveram desempenho uniforme nesta segunda-feira, 21. Os vencimentos mais curtos terminaram perto dos ajustes anteriores, com um leve viés de alta, enquanto os longos recuaram, em uma sessão de liquidez reduzida. Ao término da negociação regular, o DI janeiro de 2017 estava em 13,78%, de 13,76% no ajuste da sexta-feira, e o DI janeiro de 2018 subiu de 13,45% para 13,47%. O DI janeiro de 2021 fechou em 13,86%, ante 14,01%.

A rigidez dos contratos de curto prazo esteve em linha com a redução das apostas num corte da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril que vem ocorrendo desde a semana passada e hoje teve um ingrediente adicional: a alta do dólar. A moeda norte-americana avançava 0,92% no segmento à vista, a R$ 3,6124, perto das 16h30.

Nos longos, as taxas recuaram em linha com a expectativa de que o processo de impeachment da presidente Dilma deve ocorrer no curto prazo, o que, na ótica do mercado, abre espaço para o andamento das reformas econômicas. Além disso, a decisão do Banco Central de realizar um leilão de swap cambial reverso hoje foi lida como algo positivo para a área fiscal, uma vez que o estoque de contratos dos leilões de swap tradicional já trouxe prejuízo relevante para as contas do BC.

Com poucos destaques nesta segunda-feira, o noticiário político continuou no centro das atenções do investidor, que mantém um olho no STF e outro no ex-presidente Lula. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão tirar o feriado de Páscoa prolongado e só deverão retomar os julgamentos em plenário no dia 30. Assim, a situação do ex-presidente deve ficar sem uma definição pelo menos até a próxima semana.

Com a sessão regular já encerrada, foi divulgada a informação que o ministro do STF Luiz Edson Fachin se declarou suspeito para julgar o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula que questiona decisão do ministro Gilmar Mendes da última sexta-feira que suspendeu a posse do petista na chefia da Casa Civil do governo.

Além disso, a consultoria de risco político Eurasia afirmou ver chances de o processo de impeachment de Dilma Rousseff ser votado na Câmara ainda mais cedo do que o esperado, na segunda quinzena de abril, e uma semana depois no Senado. Assim, a expectativa por enquanto é que o vice-presidente Michel Temer assuma o Planalto em maio.