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Juro futuro fecha em baixa moderada, em mais um dia de espera pela meta de 2017

Os juros futuros encerraram a sessão regular desta quinta-feira, 7, em baixa moderada. Os investidores passaram o dia na expectativa do anúncio da meta fiscal de 2017, mas, ao contrário de ontem, a espera foi marcada pela aposta de um déficit mais perto de R$ 150 bilhões do que de R$ 170,5 bilhões. O limite do déficit primário para o ano que vem será divulgado logo mais, às 18 horas, em entrevista coletiva da equipe econômica, que esteve reunida ao longo da tarde para fechar o valor.

Na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 marcava 13,905%, de 13,915% no último ajuste, com apenas 45.901 contratos negociados. O DI janeiro de 2018 (187.325 contratos) fechou em 12,78%, de 12,80% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2019 (132.555 contratos) ficou em 12,37%, de 12,41%. O DI janeiro de 2021 (121.789 contratos) caiu de 12,32% para 12,26%.

Conforme apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, enquanto a área econômica defende um déficit de até R$ 150 bilhões, há na área política quem defenda, a exemplo do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a repetição da meta deste ano, de rombo de R$ 170,5 bilhões. E o presidente em exercício, Michel Temer, teria determinado que a equipe econômica feche a meta sem elevar impostos, segundo fontes. Segundo um interlocutor ligado ao presidente, a avaliação de Temer é que é necessário barrar novos tributos, pois, além da dificuldade em aprová-los no Congresso, a medida terá impacto negativo para a popularidade e a imagem pessoal do presidente.

Nesta tarde, Padilha, um dos que dentro do governo se opõem à elevação da carga tributária, afirmou que o governo vai anunciar medidas de redução de gastos na área da Previdência Social, às 16h30. A expectativa é que o governo anuncie uma medida provisória para evitar fraudes no auxílio-doença. Segundo fontes, a expectativa é economizar em um ano de 30% a 50% do que se gasta com o benefício em um ano (R$ 7 bilhões).