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Juros caem com Yellen e oficialização da saída do PMDB do governo

Os juros futuros encerraram esta terça-feira, 29, mais uma vez em queda, precificando a fala considerada "dovish" (suave) da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Janet Yellen, e dando continuidade à reação ao desembarque do PMDB da base governista já observada ontem no mercado. As taxas futuras também refletiram o enfraquecimento do dólar na comparação com várias moedas.

No fechamento da etapa regular, o DI com vencimento em janeiro de 2017 projetava 13,725%, ante 13,740% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 tinha taxa de 13,30%, de 13,37% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 indicava 13,50%, ante 13,71% no ajuste da véspera.

Segundo operadores, como o mercado já vinha embutindo nos preços a despedida do PMDB da base aliada, a oficialização da medida hoje não teve a capacidade de colocar as taxas em novas mínimas da sessão. O que fez os juros com vencimento nos prazos intermediário e longo renovarem os menores níveis desta terça-feira foi a fala de Yellen e a consequente desvalorização do dólar perante várias moedas. A presidente do Fed participou de uma sessão de perguntas e respostas após discursar em Nova York.

Yellen disse que as incertezas que pesam sobre a economia e os mercados financeiros globais, principalmente por causa da desaceleração chinesa e o colapso dos preços de petróleo, elevaram o risco sobre a economia dos EUA. Sobre a inflação americana, ela alertou também que é muito cedo para saber se o ritmo mais acelerado do núcleo do índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) de dezembro se mostrará durável.

A dirigente afirmou esperar que o núcleo do PCE, a medida preferida de inflação do Fed, continue "bem abaixo" da meta de 2% em 2016, ainda que volte a caminhar para a meta em 2017 e 2018. Ela também mostrou preocupação com leituras mais fracas de outros índices de inflação. "Há sinais de que as expectativas de inflação podem ter recuado", disse.