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Juros curtos fecham em queda após CMN definir meta de IPCA de 4,5% em 2018

Os ajustes à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de colocar em 4,5% a meta de inflação em 2018 levaram os juros futuros de curto prazo a terminarem em baixa e os longos em alta nesta sexta-feira, 1. Ontem, após o fechamento do mercado, o CMN informou ter definido que a meta de 2018 seria a mesma de 2017, com banda de variação para cima ou para baixo de 1,5 ponto porcentual. O mercado trabalhava com a expectativa de que a meta fosse reduzida para 4,25% ou 4%, o que vinha puxando para cima os contratos curtos nas últimas sessões, diante da perspectiva de que, para cumprir o objetivo, o Banco Central teria de adiar o processo de corte de juros.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 projetava 13,870%, de 13,925% no ajuste de ontem, com 156.900 contratos. O DI janeiro de 2018 (241.490 contratos) caiu de 12,88% para 12,72%. O DI janeiro de 2019 (195.690 contratos) terminou em 12,27%, de 12,41% ontem. Com 143.695 contratos, o DI janeiro de 2021 fechou em 12,20%, de 12,15%.

As taxas longas subiram com a correção ao resultado do encontro do CMN, mas o movimento foi limitado, uma vez que os sinais do exterior sustentam a percepção de que o fluxo externo seguirá favorável ao Brasil. O mercado financeiro aposta que o juro deve voltar a cair no Reino Unido e o programa de relaxamento quantitativo do Banco da Inglaterra será reforçado. Grandes bancos não descartam, inclusive, a chance de juro zero já em agosto.