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Juros curtos fecham em queda com aposta de IPCA baixo e longos ficam estáveis

(Foto: Divulgação) - Juros curtos fecham em queda com aposta de IPCA baixo
(Foto: Divulgação)

Os juros futuros terminaram a sessão desta quinta-feira, 6, em queda nos contratos de médio e curto prazos e estáveis na parte longa. A melhora do cenário externo e o aumento das apostas num IPCA de setembro mais baixo, a ser divulgado amanhã, trouxeram alívio à curva de juros no período da tarde, com as taxas de vencimento curto e intermediário tendo ampliado o declínio já visto pela manhã e os longos, zerado a alta, também passada a pressão do leilão de títulos prefixados do Tesouro.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (359.015 contratos) projetava taxa de 13,701%, de 13,723% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 (182.550 contratos) encerrou na mínima de 12,01%, de 12,08%. A taxa do DI janeiro de 2019 (139.760 contratos) recuou de 11,45% para 11,40%. O DI janeiro de 2021 (142.190 contratos) fechou estável em 11,33%.

Após oscilarem em alta pela manhã, em linha com o câmbio e o exterior mais cauteloso, as taxas longas desaceleraram o avanço e passaram a tarde perto dos ajustes de ontem. O humor externo melhorou após declarações do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, negando que haja um consenso na instituição para reduzir o ritmo de compras em seu programa de aquisição de ativos. Com isso, as bolsas norte-americanas reduziram as perdas e os juros dos Treasuries, a alta.

Na ponta curta, as taxas já operavam em baixa pela manhã, mas aceleraram o recuo à tarde, com o investidor colocando fichas na aposta de um IPCA mais baixo. Pesquisa realizada pelo Projeções Broadcast aponta intervalo das estimativas entre 0,10% e 0,23%, com mediana de 0,19%. Em agosto a taxa ficou em 0,44% e no IPCA-15 de setembro, em 0,23%.

O mercado também opera de olho em Brasília, onde, na comissão especial da Câmara dos Deputados, está em andamento a esperada sessão de votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos do governo. Mas a votação em si deve ocorrer somente a partir do início da noite. No fim desta tarde, houve tumulto no plenário da comissão especial em função de protesto de um manifestante. A sessão foi suspensa por cinco minutos. O mercado dá como certa a aprovação da matéria.