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Juros de longo prazo caem com nomes para BC, Temer e Fed, antes do Copom

Os juros futuros de curto prazo encerraram a sessão desta quarta-feira, 27, perto dos ajustes anteriores, com viés de baixa, enquanto os longos recuaram, numa sessão de forte volume de contratos negociados. Os principais vetores a embalar as taxas foram as especulações em torno de quem vai comandar o Banco Central num eventual governo Michel Temer, tendo Henrique Meirelles, dado como certo, no Ministério da Fazenda; o aumento da perspectiva de aprovação da reforma fiscal; e a leitura do comunicado da decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta noite, o mercado segue convicto na manutenção da Selic em 14,25% ao ano, por votação unânime.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, as principais taxas estavam nas mínimas do dia. O DI outubro de 2016 fechou em 13,87%, ante 13,86% no ajuste de ontem, e o DI janeiro de 2017 cedeu de 13,545% para 13,530%. O DI janeiro de 2018 caiu de 12,79% para 12,68%. O DI janeiro de 2021 terminou em 12,57%, de 12,76%.

Um dos nomes que poderiam assumir o BC a ganhar força nesta quarta-feira é o do economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, que já foi diretor de Política Econômica da instituição na gestão de Armínio Fraga. O nome é simpático ao investidor, dado não somente o fato de que Ilan já trabalhou no BC como também sua experiência no mercado financeiro.

Outro fator a melhorar a percepção de risco do investidor, empurrando para baixo os juros longos, foram as articulações de Temer junto ao Congresso, que podem facilitar a aprovação de medidas fiscais. Em um primeiro gesto de boa vontade com o eventual governo Temer, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), indicou a aliados que vai convocar uma sessão conjunta das duas Casas Legislativas, já sob a presidência interina do vice, para apreciar o projeto que revisa a meta fiscal de 2016, que tem sido deixado em segundo plano pelos parlamentares desde o fim de março.

No front externo, o Fed manteve a taxa básica de juros inalterada na faixa de 0,25% a 0,50%. O comunicado de hoje pareceu mais otimista com relação ao mercado de trabalho, porém mais pessimista quanto à economia norte-americana como um todo. Com isso, o mercado reduziu as apostas numa alta de juro no encontro do colegiado em junho. Segundo levantamento do CME Group, as chances de aumento na reunião que acontecerá em junho, estimadas em 21% hoje pela manhã, baixaram para 19% após o Fed se pronunciar nesta tarde.