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Juros encerram com sinais mistos diante de realização de lucro e dólar em queda

Os juros no mercado futuro encerraram a sessão regular desta terça-feira, 19, com sinais mistos, em um dia de liquidez um pouco mais baixa que o normal. Um movimento de realização de lucros limitado pela desvalorização do dólar estancou o ímpeto de queda visto nos últimos dias, deixando boa parte das taxas perto dos ajustes anteriores, algumas com leve pressão de alta, como os vencimentos de janeiro de 2017 e 2021.

De modo geral, o cenário político continuou afetando as expectativas dos investidores e analistas do mercado de juros. Alguns profissionais revelaram ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, algum desconforto com o fato de Armínio Fraga ter declinado da possibilidade de assumir um posto na equipe econômica de um futuro governo Temer. A negativa de Fraga, assim como a de Marcos Lisboa, geram incerteza quanto ao nome do futuro ministro da Fazenda, caso a presidente Dilma Rousseff venha, de fato, a ser impedida de continuar no cargo para o qual foi eleita.

O andamento do processo do impeachment no Senado é visto com otimismo pelo mercado financeiro. A última atualização do levantamento realizado pelo Grupo Estado mostra que os votos a favor do impedimento da presidente Dilma no Senado subiram para 47 e os contra continuam em 20. No momento, há ainda 10 senadores que não responderam e 4 estão indecisos.

Nesse contexto, o DI para janeiro de 2017 encerrou a sessão regular a 13,520%, ante 13,480% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2018 terminou com taxa de 12,80%, ante 12,82% no ajuste de ontem. E o DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 12,90%, de 12,86% no ajuste anterior.