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Juros fecham com viés de queda após STF adiar decisão sobre nomeação de Lula

Os juros futuros confirmaram no fechamento o sinal de queda com que passaram a operar na parte da tarde, passada a leve pressão de alta imposta pelo leilão de prefixados do Tesouro e diante da melhora no apetite pelo risco vista no exterior. Também na etapa vespertina veio a informação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão sobre a posse do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil, sem nova data prevista. O adiamento foi solicitado pelo ministro Teori Zavascki. O ministro argumentou que é relator de duas ações que também questionam a posse do ex-presidente.

O mercado, que acredita que um mudança de governo será capaz de recolocar o País em trajetória de crescimento, vê algum risco de que a presidente Dilma Rousseff possa virar o jogo do impeachment aprovado na Câmara se eventualmente o STF confirmar a posse do ex-presidente Lula, dada sua grande capacidade de articulação. Nesse sentido, o adiamento da decisão abriu espaço para a devolução de prêmios.

No exterior, o petróleo, após dados apontando queda da produção nos EUA, inverteu o sinal de baixa no início da tarde, mostrando altas entre 3% e 4%. Com isso, os investidores passaram a demandar ativos de países emergentes e ações, favorecendo ainda alívio na parte longa da curva a termo.

Pela manhã, as taxas oscilaram perto dos ajustes anteriores, mas com viés de alta, refletindo as operações de proteção contra o risco prefixado normalmente montadas pelos participantes dos leilões do Tesouro, além do IPCA-15. A oferta hoje foi de 8,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), vendida integralmente, e de 1,5 milhão de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F) - vendida parcialmente (1,120 milhão). Quanto ao índice de inflação, a taxa de 0,51% ficou acima da mediana de 0,47% das estimativas coletadas pelo AE Projeções, que iam de 0,38% a 0,58%.

Ao término da negociação regular, o DI janeiro de 2017 estava na mínima de 13,495%, ante 13,520% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 projetava 12,76%, de 12,80%. O DI janeiro de 2021 caiu de 12,90% para 12,88%.