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Juros fecham em baixa com eleições e aumento do apetite ao risco no exterior

O otimismo com o cenário doméstico, após o resultado das eleições, somado ao ambiente mais tranquilo no exterior, resultou em forte queda para os juros futuros nesta segunda-feira, 3. As taxas começaram o dia já em declínio, mas bateram as mínimas à tarde, em linha com a melhora generalizada nos ativos locais, com o dólar renovando mínimas para a casa dos R$ 3,20 e a Bovespa acelerando os ganhos.

Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou em 12,09% (mínima), de 12,19% no ajuste da sexta-feira, com 120.110 contratos. O DI janeiro de 2019 (143.525 contratos) caiu de 11,63% para 11,51%. O DI janeiro de 2021 (159.765 contratos) fechou em 11,38%, na mínima, de 11,58%.

Logo cedo, o mercado já repercutia o resultado do pleito municipal, do qual saíram fortalecidos o PSDB e o PMDB, enquanto o PT, por outro lado, se enfraqueceu. Na visão do mercado, esse quadro aumenta a confiança nas reformas econômicas necessárias para a volta do crescimento sustentado do País, a começar pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC 241), que limita os gastos do governo pela inflação do ano anterior.

O relator da PEC, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), afirmou nesta tarde que "tem convicção" de que o texto será aprovado tanto na comissão especial quanto no Plenário da Câmara dos Deputados. A previsão é de que a leitura do relatório na comissão especial ocorra amanhã, em sessão convocada para as 14 horas. "Vamos ler na terça e votaremos na quinta. Dia 11 votaremos em primeiro turno no Plenário", afirmou.

No exterior, o petróleo passou a operar em alta firme no começo da tarde, atraindo as atenções antes voltadas para a situação do Deutsche Bank, o que favoreceu ainda mais moedas de países emergentes e ajudou a aliviar a curva de juros.