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Juros fecham em baixa, em linha com o dólar e expectativa com projetos fiscais

Os juros futuros ratificaram no fechamento dos negócios o sinal negativo que prevaleceu ao longo da sessão desta quarta-feira, 5, amparados basicamente no alívio da pressão do câmbio, que ontem influenciou a alta das taxas futuras, e na expectativa com a aprovação da pauta fiscal no Congresso. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 (213.265 contratos) fechou na mínima de 13,723%, ante 13,739% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2018 (138.335 contratos) caiu de 12,17% para 12,08%. O DI janeiro de 2021 (214.075 contratos) recuou de 11,47% para 11,33%.

O dólar em queda já favorecia o recuo das taxas futuras na parte da manhã, além da movimentação na Câmara em relação à votação dos projetos de ajuste nos gastos públicos. À tarde, os principais contratos aceleraram o recuo, após a informação de que a Casa aprovou o regime de urgência para a tramitação do projeto que altera a lei de repatriação de recursos enviados ilegalmente ao exterior. A previsão é que a votação do projeto comece nesta noite e seja concluída amanhã.

Os Estados estão contra mudanças no projeto, sem as quais podem ganhar R$ 5,37 bilhões. A conta foi feita pelos secretários de Fazenda dos Estados com base nas novas estimativas da Receita Federal de uma arrecadação total de R$ 25 bilhões com o programa.

Também repercutiu positivamente, contribuindo para que algumas taxas atingissem as mínimas, a notícia publicada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, de que os partidos da base aliada fecharam questão para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos.

A secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, disse nesta tarde que equilíbrio e responsabilidade fiscal são sustentação importante para a sociedade e que é necessário discutir os regimes especiais da Previdência.