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Juros fecham em queda com ata do Copom e aposta mais fraca de aperto nos EUA

Os juros futuros fecharam em queda firme nos trechos intermediário e longo da curva nesta terça-feira, 6, enquanto os contratos de curto prazo encerraram em baixa moderada. De maneira geral, a leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o cenário externo mais propenso ao risco após um indicador econômico mais fraco nos EUA foram os principais fatores a conduzir os negócios.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 (112.430 contratos) fechou em 13,955%, de 13,960% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 (165.125 contratos) caiu de 12,54% para 12,50%. O DI janeiro de 2019 (150.985 contratos) terminou em 11,90%, de 11,96% no último ajuste. Com 124.400 contratos, o DI janeiro de 2021 fechou em 11,86%, de 11,93%.

O sinal negativo prevaleceu nas taxas futuras desde a abertura, mas as mínimas foram alcançadas no período vespertino, quando também o dólar ampliava a queda ante o real e a bolsa acelerava os ganhos para as máximas do dia. No exterior, igualmente na etapa vespertina, o rendimento dos Treasuries passou a cair mais, com a T-Note de dez anos tendo atingido 1,532%, de 1,599% no fim da tarde da última sexta-feira.

Embora não tenha havido consenso no mercado sobre se o tom da ata foi mais suave ou mais conservador do que o comunicado da reunião da semana passada, a curva segue precificando, para o encontro de outubro, uma probabilidade entre 60% e 70% de corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, ante 30% e 40% de chance de manutenção, quadro parecido com o do final da semana passada. Ou seja, a porta continua aberta para um afrouxamento iminente.

Os membros do comitê demonstraram "satisfação", conforme a ata, com a perspectiva de desaceleração dos preços, mas preocupados com o fato de as expectativas de mercado de inflação para 2017 seguirem acima da meta de 4,5%. Para iniciar o ciclo, o Copom condicionou que a alta dos preços dos alimentos na inflação seja limitada; que os itens do IPCA sensíveis aos juros e à atividade indiquem deflação em velocidade adequada; e que ocorra redução da incerteza sobre os ajustes na economia, em especial o fiscal. Especificamente sobre a atividade, o Copom passou a enxergar "evidências adicionais" de estabilização.

"Não há fator que seja determinante por si só para as decisões de política monetária. Em outras palavras, nenhum dos fatores constitui condição necessária ou suficiente para uma flexibilização das condições monetárias", diz ainda o documento.

No exterior, o índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços dos EUA, divulgado pela manhã, ficou abaixo do previsto, enfraquecendo ainda mais as apostas de aperto monetário pelo Federal Reserve em setembro. Com isso, houve valorização generalizada das moedas ante o dólar, que caía firmemente ante o real, beneficiando principalmente a ponta longa da curva de juros. O indicador recuou a 51,4 em agosto, de 55,5 em julho, ante previsão de declínio menor, a 55,0.