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Juros futuros de curto e longo prazos fecham em queda

Boa parte dos juros futuros começou a semana em queda, mas sem respaldo de volume, uma vez que a sessão teve fraco giro de contratos negociados. Ao término da negociação normal desta segunda-feira, 11, os vencimentos curtos e longos estavam em baixa, enquanto o trecho intermediário terminou perto dos ajustes da sexta-feira. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 fechou em 13,870%, de 13,885%, com 99.395 contratos. O DI janeiro de 2018 (60.260 contratos) encerrou estável em 12,69%. O DI janeiro de 2019 (101.990 contratos) fechou em 12,18%, de 12,19% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 (77.525 contratos) fechou na mínima de 11,99%, de 12,05% no ajuste de ontem.

De maneira geral, o mercado deu continuidade ao movimento de sexta-feira, tendo como pano de fundo o ambiente externo favorável e a aposta de que o Comitê de Política Monetária (Copom) terá de segurar a Selic em 14,25% nos próximos meses para fazer a inflação convergir a 4,5% em 2017.

Apesar do petróleo em baixa, o apetite ao risco pode ser visto na alta das bolsas e dos juros dos Treasuries (títulos dos EUA). Ainda, os contratos de proteção contra o risco do Brasil (CDS) estão nos menores níveis desde agosto do ano passado. Nesta segunda-feira, o CDS chegou a ser cotado abaixo dos 300 pontos-base, aos 297 pontos-base na compra e 301 pontos-base na venda, de acordo com participantes do mercado de dívida.

Na esteira da divulgação da forte desaceleração do IPCA de junho na sexta-feira, de 0,78% para 0,35%, hoje foi bem recebida a queda da inflação medida pela primeira prévia do IGP-M de julho. O índice mostrou variação positiva de 0,55%, ante 1,12% em igual prévia de junho, o que traz alívio, uma vez que as pressões dos preços no atacado têm sido fonte de preocupação para a inflação no varejo.

Ainda sobre a inflação, a mediana para o IPCA no Boletim Focus deu sequência à melhora vista na semana passada, ainda que o recuo na pesquisa desta segunda-feira tenha sido marginal. A mediana para 2016 caiu de 7,27% para 7,26% e para 2017, de 5,43% para 5,40%.

A trajetória do dólar também é monitorada pelo mercado de juros, mas a alta da moeda teve leve influência apenas no começo dos negócios, mesmo porque a avaliação dos players é de que o dólar só avança por causa das intervenções do Banco Central. Às 16h31, o dólar à vista subia 0,32%, a R$ 3,3072.