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Juros futuros engatam realização de lucros e terminam sessão em alta

(Foto: Reinaldo Canato / Estadão Conteúdo) - Juros futuros engatam realização de lucros e terminam sessão em alta
(Foto: Reinaldo Canato / Estadão Conteúdo)

O mercado de juros engrenou um movimento mais forte de realização de lucros a partir do meio da tarde desta quarta-feira, 30, e as taxas futuras acabaram fechando a sessão regular em alta. Sem novidades de peso no noticiário político após o PMDB oficializar ontem a saída da base aliada do governo, os negócios passaram boa parte da quarta-feira ainda ecoando o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Janet Yellen, ontem, com as taxas em trajetória de baixa, mas na etapa final o sinal se inverteu.

Ao término da negociação regular, o DI janeiro de 2017 estava em 13,760% (máxima), ante 13,725% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 fechou com taxa de 13,46% (máxima), de 13,30% no ajuste anterior. Nos longos, o DI janeiro de 2021 subiu de 13,50% para 13,62%.

Com a definição do PMDB, o mercado aguarda agora os próximos passos com relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nas contas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Casa conclui o exame da admissibilidade da ação no máximo em 19 de abril, passando o processo para o Senado até 30 de abril.

Também está no radar, e gera uma certa cautela, a movimentação do governo para reverter a situação. Nesse sentido, a corrida para editar, ontem à tarde, uma edição extra do Diário Oficial da União com remanejamento e antecipação de recursos para ministérios aliados fez parte do esforço para engajar os ministros das pastas beneficiadas no trabalho de convencimento de parlamentares durante o processo do impeachment, segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Foram beneficiados seis ministérios, além da Advocacia Geral da União e Operações Oficiais de Crédito. No total, até março o remanejamento abrangeu R$ 1,477 bilhão.

A agenda de indicadores trouxe um índice de inflação em queda e mais um resultado fiscal ruim, mas não chegou a influenciar o desempenho das taxas. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a inflação medida pelo IGP-M caiu de 1,29% em fevereiro para 0,51% em março. Já o Banco Central informou que o setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 23,040 bilhões em fevereiro, o pior resultado para o mês da série histórica iniciada em dezembro de 2001.