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Juros futuros fecham em alta com fiscal, dólar e leilão do Tesouro

Os juros futuros fecharam em alta moderada nesta quinta-feira, 28, refletindo uma série de fatores negativos no noticiário e na agenda de indicadores do dia, além do leilão de papéis prefixados do Tesouro Nacional e a alta do dólar. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (68.550 contratos) fechou em 13,995%, de 13,980% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 (81.725 contratos) encerrou na máxima de 12,91%, de 12,84 no último ajuste. O DI janeiro de 2021 (100.897 contratos) subiu de 12,05% para 12,04%.

As taxas passaram boa parte do dia rondando a estabilidade, com viés de alta, principalmente na parte intermediária e fincaram pé no terreno positivo no final da etapa regular depois que o dólar passou a bater máximas, segundo fontes nas mesas de renda fixa.

A boa notícia do dia - queda da inflação medida pelo IGP-M - não conseguiu reduzir os prêmios de risco na curva a termo, uma vez que o investidor segue receoso sobre o cenário fiscal. Se os números da arrecadação, divulgados pela manhã, dentro do esperado, não chegaram a fazer preço, à tarde o dado do governo central (Previdência Social, Tesouro Nacional e Banco Central) provocou um alívio pontual na alta das taxas longas, mas que teve vida curta.

O déficit primário do governo central de R$ 8,801 bilhões em junho veio melhor do que apontava a mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de déficit de R$ 13,550 bilhões, e perto do teto das previsões (déficit de R$ 7,900 bilhões). Porém, parte do resultado deveu-se a R$ 5,3 bilhões com receitas extraordinárias de concessões.

Pela manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o IGP-M de julho ficou em 0,18%, ante 1,69% em junho, dentro do intervalo das estimativas dos analistas, entre 0,15% a 0,55%, e abaixo da mediana de 0,24%. Já a Receita Federal mostrou que a arrecadação federal em junho somou R$ 98,129 bilhões, também em linha com as expectativas, que iam de R$ 88,125 bilhões a R$ 102,00 bilhões, com mediana de R$ 97,357 bilhões.

O Tesouro Nacional vendeu integralmente a oferta de 7 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), com giro total de R$ 5,3 bilhões, e também todo o lote de 3 milhões de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F), com volume de R$ 2,7 bilhões.