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Juros futuros fecham em baixa com aposta em impeachment, dólar e Focus

Os principais contratos de juros futuros deram sequência ao movimento de sexta-feira e fecharam nesta segunda-feira, 11, novamente em queda, de forma expressiva no trecho longo da curva a termo. O principal vetor a estimular a redução dos prêmios também foi o mesmo: a aposta na aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O DI janeiro de 2017 fechou a sessão regular em 13,76%, de 13,80% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2018 caiu de 13,55% no ajuste de sexta-feira para 13,40%. O DI janeiro de 2021 encerrou em 13,57%, de 13,75%.

Nesta segunda-feira, a comissão especial da Câmara ainda vai votar o pedido de abertura do processo de impeachment e a expectativa é de que a maioria dos parlamentares seja favorável. Para os investidores, somente uma mudança no governo será capaz de recolocar a economia nos trilhos, aprovando as reformas fiscais necessárias para a trajetória de crescimento. A disposição para a abertura de posições vendidas em taxa também foi estimulada pela queda do dólar e das medianas de inflação na pesquisa Focus.

Na comissão da Câmara, a previsão era de que a votação do parecer favorável ao impeachment do relator Jovair Arantes (PTB-GO) começasse às 17 horas, mas ela deve atrasar. É grande a expectativa do mercado com o placar na comissão, uma vez que uma votação muito apertada pode dar força ao governo quando a matéria seguir para o plenário. Nesta tarde, atualização do levantamento realizado pelo Grupo Estado mostra que o número de votos a favor do impeachment da presidente Dilma avançou para 293. Os votos contra permaneceram em 115. Os demais estão indecisos ou não responderam.

Quanto à Focus, a pesquisa revelou que a mediana das estimativas para o IPCA em 2017 passou de 6,00% para 5,95%, na primeira queda após dois meses de estabilidade. Embora o recuo seja marginal, tecnicamente a mediana já está abaixo do teto da meta de inflação de 6,00% para o ano que vem. A projeção mediana de IPCA para 2016 também cedeu, de 7,28% para 7,14%.

Em linha com a tendência externa, mas embalado principalmente pelo cenário político, o dólar renovou no fim da tarde mínimas em sequência, cotado a R$ 3,4967 (-2,79%) perto das 16h30.