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Juros futuros fecham em baixa em linha com sinal dos títulos norte-americanos

Os juros futuros terminaram a sessão em queda, acompanhando o movimento das taxas dos Treasuries (títulos dos EUA), mas de forma bem mais moderada diante da piora das commodities, das bolsas e da alta firme do dólar ante o real. O noticiário doméstico, de poucos destaques, mais uma vez foi apenas monitorado.

Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) em janeiro de 2018 (147.965 contratos) encerrou em 12,63%, de 12,68% no ajuste de ontem. A taxa do DI janeiro de 2019 (258.035 contratos) caiu de 12,17% para 12,10%. O DI janeiro de 2021 (273.790 contratos) fechou em 12,20%, de 12,26%. O DI janeiro de 2023 (65.875 contratos) passou de 12,44% para 12,42%.

À tarde, os principais contratos reduziram o ritmo de queda, que pela manhã já não era tão firme, na medida em que o ambiente externo ficou mais cauteloso. Os preços do petróleo voltaram a ceder mais de 2%, as bolsas norte-americanas inverteram o sinal positivo e passaram a recuar, enquanto o dólar manteve-se valorizado ante parte das moedas emergentes, principalmente o real e o peso mexicano.

Mas o recuo dos yields dos Treasuries, desde a manhã, acabou garantindo um fechamento em baixa das taxas futuras, que devolveram, no entanto, uma parte muito pequena do que haviam subido na sessão de ontem, já que a cautela sobre a atuação dos bancos centrais das economias centrais prevalece. Adicionalmente, começou a pesar a expectativa com a corrida presidencial nos EUA. Nova pesquisa mostrou o candidato republicano, Donald Trump, à frente da democrata Hillary Clinton em Ohio. O Estado é considerado um dos cruciais na disputa pela Casa Branca. Às 16h34, o juro da T-note de 10 anos estava 1,694%, ante 1,712% no final da tarde de ontem.

Por aqui, as incertezas fiscais permanecem como um entrave para um alívio maior dos prêmios, com o investidor de olho agora na discussão sobre a situação dos Estados. Governadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste se encontraram ontem com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para pleitear recursos da ordem de R$ 7 bilhões e disseram que cerca de 15 Estados se preparam para decretar situação de calamidade nas finanças.

A informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indiciado hoje pela Lava Jato por corrupção e lavagem na reforma de R$ 1,1 milhão feita pela empreiteira OAS em tríplex no Guarujá não chegou a fazer preço.