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Juros futuros fecham em queda com leitura do comunicado do Copom

Os juros futuros encerraram em baixa nesta quinta-feira, dia 1º, refletindo os ajustes ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), mais "dovish" do que o anterior na opinião dos profissionais da renda fixa. Embora a decisão de manter a Selic em 14,25% estivesse totalmente precificada, o teor do comunicado reforçou as apostas do mercado de que a taxa básica poderá ser reduzida no encontro dos dias 18 e 19 de outubro.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (287.565 contratos) fechou em 13,965%, de 14,020% no ajuste de quarta-feira. O DI janeiro de 2018 (330.755 contratos) caiu de 12,78% para 12,59%, e o DI janeiro de 2019 (365.135 contratos), de 12,21% para 12,01%. O DI janeiro de 2021, com 153.485 contratos, novamente abaixo de 12,00%, terminou em 11,97%, de 12,04%.

Os contratos de curto e médio prazos caíram mais do que os longos, uma vez que não somente cresceu, como tornou-se majoritária na curva a termo a aposta de que o início do afrouxamento da Selic é iminente, em relação ao que se tinha ontem.

Segundo o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano, a precificação de recuo da Selic em outubro, que na quarta estava em cerca de 10 pontos-base, subiu para algo entre 17 e 18 pontos nesta quinta-feira. "Ontem, a chance era em torno de 40% e hoje alcança os 70%", traduziu.

"Na reunião passada, o Banco Central, no comunicado, vinha falando que não tinha espaço para flexibilização. E, considerando o cenário político tumultuado, o mercado colocava mais probabilidade de corte de juro em novembro. Agora com o comunicado de ontem, o BC não fala que é iminente a queda, mas deixa a porta aberta para que isso aconteça a partir de fatores bem definidos", resumiu o economista, lembrando que o mercado busca se antecipar.

A ponta longa reagiu ao comunicado do Copom com queda mais moderada. Para um gestor, o movimento teria sido limitado ainda pela cautela antes da divulgação do payroll nesta sexta-feira (2) que, se vier forte, deve ampliar as apostas de alta de juro nos EUA em setembro.

Outro fator, segundo ele, foi o leilão grande de Letras do Tesouro Nacional (LTN), que costuma adicionar pressão compradora nas taxas. O Tesouro Nacional vendeu toda a oferta de 10 milhões de títulos. O volume financeiro somou R$ 7,3 bilhões.