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Juros futuros fecham entre estabilidade e alta com cautela sobre possível Brexit

Os juros futuros fecharam a sessão desta quarta-feira, 22, com alta moderada nos contratos de médio prazo, enquanto os curtos e os longos ficaram ao redor dos ajustes anteriores. Após uma manhã em que prevaleceu um viés de baixa, os contratos passaram a rondar a estabilidade no início da tarde, com leve pressão para cima em alguns vencimentos, dado o aumento da cautela com o plebiscito sobre a saída do Reino Unido da União Europeia amanhã. Por outro lado, o tom da presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, em sua fala na Câmara manteve a percepção de que as chances de uma alta de juros nos EUA este ano vão se reduzindo. O noticiário político-econômico foi apenas monitorado.

Ao término da negociação regular da BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 fechou em 13,740%, de 13,745% no ajuste de ontem, com 207.875 contratos. O DI janeiro de 2018 (103.460 contratos) ficou em 12,69%, de 12,66% ontem. O DI janeiro de 2019 (120.415 contratos) subiu de 12,38% para 12,45%, encerrando na máxima. O DI janeiro de 2021 girou 97.215 contratos e terminou, também na máxima, a 12,49%, contra 12,47% ontem.

Pablo Spyer, diretor da Corretora Mirae Asset, afirmou que o mercado hoje operou "devagar", tendo realizado um pouco de lucros - ontem as taxas fecharam em baixa -, depois da divulgação de uma pesquisa do instituto TNS, segundo a qual as intenções de voto em favor do Brexit lideram com 43%, contra 41% dos que defendem a permanência no bloco. "As taxas abriram para baixo e zeraram depois da pesquisa", disse, observando, contudo, que outros ativos, como as ações, estressaram muito mais com o levantamento. "A curva manteve-se mais ligada à fala de Yellen, que repetiu o que tinha dito ontem, com uma pitadinha menos dovish. De todo modo, cresce cada vez mais a possibilidade de não haver alta de juros nos EUA este ano", completou.

Na Câmara, a presidente do Fed destacou que há sinais mistos na economia norte-americana e que os fracos investimentos das empresas, além da desaceleração da economia global, são fatores de pressão. Questionada sobre a possível saída do Reino Unido da União Europeia, Yellen afirmou que o Brexit é um risco que o Fed está monitorando.