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Juros futuros recuam com aposta em sinal 'dovish' do Copom e dólar em queda

Os juros futuros encerraram a sessão desta quarta-feira, 2, majoritariamente em queda, refletindo a aposta do mercado de sinais "dovish" a serem emitidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião desta noite e também a nova queda do dólar. Ao término da sessão regular da BM&FBovespa, o DI abril de 2016 estava em 14,151%, de 14,155% no ajuste de ontem, e o DI janeiro de 2017 fechou em 14,060%, ante ajuste ontem de 14,025%. O DI janeiro de 2021 terminou em 15,30%, de 15,43%. O volume de contratos negociados, neste dia de decisão de política monetária, foi expressivo.

Os contratos do miolo da curva, contudo, operaram sob um viés de alta, fruto de um movimento de correção à queda considerada exagerada da sessão anterior. O DI janeiro de 2018, por exemplo, fechou em 14,33%, de 14,30% no ajuste de ontem.

É amplamente majoritária nas mesas de renda fixa a aposta de manutenção do juro básico em 14,25%, mas há dúvidas sobre se haverá novamente o dissenso de votos. Nas últimas reuniões, os diretores Tony Volpon e Sidnei Corrêa Marques, sob o argumento das elevadas expectativas de inflação, defenderam uma alta de 0,5 ponto porcentual na Selic. A questão é saber agora se estes membros manterão ou não suas posições.

Confirmada a expectativa de estabilidade da taxa, tanto uma votação unânime quanto um comunicado mais suave podem levar o mercado a reforçar as apostas no início do processo de flexibilização monetária no curto prazo. A curva a termo já mostra apostas neste sentido para o encontro do Copom de abril.

Além do Copom, o dólar em queda firme continuou estimulando a abertura de posições vendidas, sobretudo na ponta longa. A moeda norte-americana opera abaixo da marca de R$ 3,90 no segmento à vista estimulada pelo noticiário político, com os investidores aumentando as apostas na saída da presidente Dilma Rousseff. À tarde, o sinal de baixa foi reforçado pelo exterior, uma vez que o dólar passou a cair também ante a maioria das moedas de países emergentes. Às 16h21, o dólar à vista era cotado em R$ 3,8894 (-1,39%) e o dólar futuro para abril cedia 1,00%, a R$ 3,9190.