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Juros futuros sobem com ajustes de posição e cautela

Ajustes de posição e certa cautela dos investidores com a equipe econômica de um eventual governo Michel Temer trouxeram viés de alta aos juros futuros no fechamento da sessão desta terça-feira, 26, véspera de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic. No começo do dia, as taxas haviam recuado, com a percepção de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que agrada ao mercado, pudesse ter mais chances de ser o novo ministro da Fazenda se confirmado o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência, além da desvalorização do dólar e do avanço do processo de impeachment no Senado.

Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 apontou 13,545%, ante 13,485% no ajuste de ontem. A taxa do contrato com vencimento em janeiro de 2018 encerrou a 12,79%, de 12,72%. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2021 exibiu 12,76%, ante 12,75% no ajuste da véspera.

O sócio e gestor da MRJ Marejo Investimentos, Guilherme Foureaux, disse que o mercado "ajustou posições" após baixas acentuadas recentes que refletiram expectativas de mudança no cenário doméstico. O economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, acrescentou que o mercado também adotou "um pouco de cautela" em relação à possibilidade de corte da Selic no curto prazo, em meio a comentários sobre uma eventual nova equipe econômica caso se confirme o afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo.

Mais cedo, o dólar em queda justificou devolução de prêmios. Em relação ao impeachment, após mais de duas horas de discussão, os senadores da comissão especial do processo no Senado confirmaram a indicação do tucano Antonio Anastasia (PSDB-MG) como relator do caso. Para a decisão do Copom de amanhã, a expectativa majoritária do mercado e de analistas é de manutenção da Selic nos atuais 14,25% ao ano.