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Juros longos fecham em alta, alinhados ao avanço das taxas no exterior

Os juros futuros de curto e médio prazos encerraram a sessão regular perto da estabilidade, enquanto os longos fecharam em alta nesta terça-feira, 12. O mercado foi influenciado principalmente pelo exterior, onde as taxas de juros, sobretudo nos EUA, também avançaram. Adicionalmente, no caso dos longos, o recente alívio nos prêmios levou as principais taxas a níveis que dependem de avanços na área fiscal para serem rompidos, caso do vencimento de janeiro de 2021, que ontem, depois de anos, voltou a ficar abaixo de 12,00%.

Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) vencimento em janeiro de 2017 encerrou em 13,875%, perto do ajuste de ontem de 13,870%, com 138.555 contratos. O DI janeiro de 2018 (161.680 contratos) fechou em 12,70%, de 12,69% no último ajuste. O DI janeiro de 2019 (144.455 contratos) terminou na máxima de 12,24%, de 12,18%. O DI janeiro de 2021 (135.740 contratos) também encerrou na máxima do dia, em 12,09%, ante 11,99% no ajuste desta segunda-feira.

A despeito do dólar, que recua mesmo com nova intervenção do Banco Central com leilão de swap cambial reverso, e do apetite por ativos de risco no exterior, as taxas longas subiram, espelhando o mercado global de bônus, principalmente as taxas dos títulos do Tesouro norte-americano. Estas, por sua vez, foram pressionadas pelo resultado do leilão de T-Notes de dez anos do Tesouro, de US$ 20 bilhões, mas que teve demanda fraca. Perto das 16h30, este papel projetava 1,516%, ante 1,387% ontem.

No Brasil, os contratos curtos terminaram perto dos ajustes de ontem, após terem reagido em queda pela manhã aos resultados fracos das vendas do varejo no Brasil em maio. Tanto as vendas do varejo restrito (-1,0%) quanto as do ampliado (-0,4%), em maio ante abril, vieram pior do que o piso das estimativas do mercado, respectivamente, de -0,50% e +0,10%, segundo o Broadcast Projeções.